O ataque de Israel a Beirute neste domingo (14) marca a segunda vez em uma semana que a capital libanesa é alvo de bombardeios, elevando drasticamente a tensão na região. Os novos detalhes confirmados sobre a operação apontam que o bombardeio foi cirúrgico e utilizou dois mísseis contra um apartamento localizado no bairro de Ghobeiry, em Dahiyeh — reduto histórico do Hezbollah no subúrbio sul de Beirute.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o local funcionava como um centro de comando e controle do Hezbollah, utilizado para planejar ataques contra civis e tropas israelenses no sul do Líbano. De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), o ataque deixou pelo menos dois mortos e quatro feridos.
O bombardeio causou pânico generalizado por ter ocorrido em uma avenida movimentada e repleta de comércios. O governo israelense justificou a ação como uma resposta direta e imediata a uma violação por parte do Hezbollah. Horas antes do bombardeio, três drones atribuídos ao grupo cruzaram a fronteira e explodiram em zonas militares no norte de Israel.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz emitiram uma nota conjunta reforçando a aplicação da chamada "Doutrina Dahiyeh", alertando que qualquer ataque contra o território israelense resultará em bombardeios imediatos na capital libanesa.
A ofensiva ocorre em um momento crítico e contraditório no cenário internacional:
Negociações EUA-Irã: Os ataques acontecem em meio a intensos esforços diplomáticos liderados por Washington para selar um acordo definitivo de fim de guerra com o Irã (o principal financiador do Hezbollah).
O impasse do cessar-fogo: O Irã exige que o fim das hostilidades no Líbano seja parte integrante desse grande acordo. No entanto, o Hezbollah rejeita os termos atuais de um cessar-fogo condicional, que exige a interrupção de suas atividades sem contrapartidas claras de retirada das tropas israelenses que invadiram o sul do Líbano.
Além do ataque em Beirute, Israel emitiu ordens de evacuação em massa para cerca de 30 localidades no sul do Líbano (focadas principalmente na região de Nabatieh), onde intensos combates terrestres e bombardeios continuam acontecendo em paralelo.




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