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Militantes islâmicos matam 15 pessoas em ataques coordenados no nordeste da Nigéria

Por Ahmed Kingimi

MAIDUGURI, Nigéria, 9 Mar (Reuters) - Militantes islâmicos mataram pelo menos 12 soldados e três civis em ataques coordenados durante a noite no nordeste da Nigéria, disseram fontes militares e moradores nesta segunda-feira, em um momento de intensificação de ataques às Forças Armadas.

Uma insurgência islâmica de 17 anos na região matou milhares de pessoas e deslocou 2 milhões, de acordo com grupos de ajuda humanitária, apesar das grandes campanhas militares.

Os ataques em Kukawa, Dalwa e Goniri ocorreram dias depois de um ataque semelhante a um posto do Exército em Ngoshe e mostraram a capacidade dos grupos militantes de atingir várias frentes ao mesmo tempo.

Combatentes do Boko Haram e da Província da África Ocidental do Estado Islâmico (Iswap) invadiram o distrito de Kukawa, no Estado de Borno, antes do amanhecer desta segunda-feira, avançando em direção ao acampamento militar próximo em uma batalha de três horas, disseram soldados envolvidos à Reuters.

Mais tarde, tropas retomaram o acampamento, mas não antes que o comandante e cinco outros soldados fossem mortos, disse uma fonte militar. Karta Maina Ma'aji Lawan, parlamentar que representa Kukawa, confirmou o ataque e a morte do oficial.

Em Dalwa, militantes mataram dois soldados e três moradores antes de incendiar mais de 250 casas, disse o morador e líder tradicional Shetima Isa.

No Estado vizinho de Yobe, insurgentes invadiram a base militar de Goniri, matando quatro soldados e incendiando veículos e prédios, segundo outro soldado.

O porta-voz militar Sani Uba disse que as tropas haviam repelido vários ataques coordenados a posições militares no nordeste e que todos os locais permaneciam firmemente sob controle.

As forças terrestres, com apoio aéreo, conduziam operações de acompanhamento nas áreas afetadas, enquanto missões de isolamento e busca continuavam em vilarejos próximos, onde militantes feridos estariam escondidos, disse.

As Forças Armadas da Nigéria intensificaram ataques aos esconderijos dos insurgentes neste ano como parte de uma ofensiva renovada, mas o Iswap e o Boko Haram continuam a explorar o terreno difícil, as fronteiras porosas e a pouca presença do Estado no árido cinturão do nordeste.

Os últimos ataques ocorreram poucas horas após a inteligência militar alertar para uma provável ofensiva do Iswap.

(Reportagem de Ahmed Kingimi)

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