A alta representante da União Europeia (UE) para Relações Exteriores, Kaja Kallas, afirmou ao Parlamento Europeu que trabalha "com nossos parceiros globais, internacionalmente, por uma moratória no Mar Negro" e que se reunirá em Nova York na próxima semana para avançar na proposta. A iniciativa mira frear ataques russos a portos, navegação comercial e logística ucraniana, que, segundo ela, elevam preços do trigo e ampliam a insegurança alimentar.
Kallas disse que julho e agosto foram os meses mais letais para civis ucranianos desde o início da guerra e que, com dificuldades na estratégia terrestre, Moscou passou a matar "dos céus". Ela citou a destruição de cerca de 90% da infraestrutura de armazenamento de alimentos da Ucrânia e informou que a UE apoia o aumento da capacidade de estocagem, incluindo a compra de 2 mil tubos de armazenamento de grãos, com entrega prevista em até dois meses.
Às vésperas do inverno do Hemisfério Norte, a chefe da diplomacia europeia alertou para novos ataques a instalações de energia. A UE destinou 75 milhões de euros a reparos e isolamento de moradias e a itens essenciais, como roupas de frio, cobertores, estações portáteis de água e geradores.
No front econômico, Kallas lembrou que o bloco já aprovou 21 pacotes de sanções, com mais de 3 mil alvos, e que o último atingiu finanças, complexo militar-industrial e energia da Rússia. A assistência total da UE à Ucrânia supera 220 bilhões de euros, com mais de 78 bilhões de euros em apoio militar. Ela defendeu liberar mais 1 bilhão de euros via Mecanismo Europeu para a Paz e insistiu que a "chave" para uma paz duradoura é a responsabilização russa por crimes de agressão.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado




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