Por Matt Silverstein
IRVINE, CALIFÓRNIA, 8 Jun (Reuters) - O capitão dos Estados Unidos, Tim Ream, incentivou seus companheiros de equipe a abraçarem a pressão de uma Copa do Mundo em casa nesta segunda-feira, afirmando que o torneio representa uma oportunidade única na carreira deles, que estrearão contra o Paraguai na próxima sexta-feira.
Falando na base de treinamento dos EUA em Irvine, na Califórnia, o zagueiro afirmou que os co-anfitriões estão bem cientes das expectativas, mas insistiu que os jogadores estão exigindo o máximo de si mesmos.
“Esta é uma oportunidade única na carreira”, disse Ream, durante uma entrevista coletiva antes de um treino aberto ao público que atraiu mais de 5.000 torcedores sob o céu ensolarado do sul da Califórnia.
“Com isso vêm mais expectativas, mais pressão, mas, ao mesmo tempo, temos que aproveitar. Não há ninguém colocando mais expectativas e mais pressão sobre nós do que nós mesmos.”
Os Estados Unidos, que serão co-anfitriões da Copa do Mundo de 2026 ao lado de Canadá e México, iniciarão sua campanha diante dos seus torcedores, uma ocasião que vários jogadores descreveram como emocionante e motivadora.
Ream, um dos mais experientes da equipe, disse que incentivou os companheiros mais jovens a absorverem a magnitude do momento em vez de se deixarem consumir por ele.
“Trata-se apenas de abrir os olhos e absorver tudo, porque isso é único, é diferente”, disse. “Absorva, aproveite, abrace tudo o que isso representa, porque é tão único, tão especial e não é algo que teremos a chance de fazer novamente.”
O atacante Folarin Balogun afirmou que representar os Estados Unidos em uma Copa do Mundo em casa tem um significado especial após sua trajetória internacional.
“Sinto que minha trajetória pessoal meio que fechou um ciclo”, disse Balogun, que nasceu no Brooklyn, filho de pais nigerianos, e se mudou para Londres quando tinha apenas um mês de idade.
“A oportunidade de representar meu país diante da torcida da casa será algo especial para mim, para minha família, para meus amigos e para a equipe.”
O atacante Ricardo Pepi disse que a equipe norte-americana está tentando encarar o torneio não como um fardo, mas como uma chance de representar o país, suas famílias e uns aos outros.
“No fim das contas, vemos isso como uma oportunidade fantástica de poder jogar diante do nosso país, diante do nosso povo”, disse Pepi. “Deixando um pouco da pressão de lado, sinto que vemos isso mais como uma oportunidade.”
O goleiro Matt Freese, refletindo sobre sua trajetória até chegar à seleção, disse que esse momento é o resultado de anos de trabalho sem nenhuma garantia.
“Você sonha com essa oportunidade, trabalha por ela, mas nunca sabe se ela vai chegar”, afirmou Freese.
“A pressão cria diamantes, e acho que somos um grupo de 26 caras que querem mostrar que somos um monte de diamantes.”
(Reportagem adicional de Nathan Frandino e Rory Carroll)




Aviso