Poucas horas após o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos, a madrugada desta quinta-feira (4) foi marcada por novos confrontos. Israel lançou bombardeios contra posições do Hezbollah no sul do Líbano, enquanto sirenes de alerta foram acionadas no norte de Israel diante da possibilidade de infiltrações.
O acordo previa a retirada do Hezbollah das áreas próximas à fronteira, especialmente ao sul do rio Litani, com o Exército libanês assumindo o controle da região. No entanto, autoridades israelenses criticaram o pacto, alegando que o Líbano não teria condições de conter o grupo armado.
A Agência Nacional de Informação do Líbano relatou vítimas nos ataques israelenses. O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que a trégua poderia entrar em vigor em até 24 horas, mas depende de garantias de todas as partes. Em Israel, ministros da ala conservadora classificaram o acordo como “erro grave”, sustentando que fortalece o Hezbollah. Internacionalmente, o cessar-fogo é visto como parte das negociações mais amplas entre EUA e Irã, que exigem o fim das hostilidades no Líbano para avançar em entendimentos regionais.



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