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Irã nega envolvimento em plano contra base aérea administrada pelos EUA após detenção de britânicos

Reuters
Irã nega envolvimento em plano contra base aérea administrada pelos EUA após detenção de britânicos
Irã nega envolvimento em plano contra base aérea administrada pelos EUA após detenção de britânicos

Por Toby Shepheard

FAIRFORD, Inglaterra, 28 Set (Reuters) - O Irã negou nesta segunda-feira qualquer envolvimento em uma suposta conspiração para atacar uma base aérea britânica usada pelos Estados Unidos para realizar ataques contra alvos iranianos, e a polícia informou que os cinco homens presos por crimes relacionados a explosivos e terrorismo são cidadãos britânicos.

A polícia britânica prendeu os cinco na madrugada de domingo, após ser alertada sobre três vans brancas que se dirigiam à RAF Fairford, uma base britânica que abriga bombardeiros norte-americanos que realizam missões contra o Irã.

A Guarda Revolucionária do Irã disse em julho que a base era um alvo legítimo.

A polícia informou na segunda-feira que os cinco detidos são cidadãos britânicos de Londres, com cerca de 20 anos, e que estavam tentando entender o motivo.

Uma fonte familiarizada com a investigação disse que um motivo ligado ao Irã era considerado o mais provável, embora uma operação de sabotagem russa ou uma conspiração islâmica também estivessem sendo analisadas como possibilidades.

A embaixada do Irã em Londres declarou em comunicado que “rejeita categoricamente e condena veementemente as recentes especulações infundadas e maliciosas”, que, segundo ela, alimentariam a “propaganda iranofóbica” no Reino Unido.

A polícia afirmou ter várias novas linhas de investigação após examinar o local durante a madrugada.

A coordenadora nacional sênior da Polícia Antiterrorista, Vicki Evans, disse estar ciente das especulações sobre o motivo e das questões geopolíticas que estavam sendo levantadas, mas pediu que fosse dado à polícia “espaço para trabalhar com cuidado e clareza”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no domingo que os suspeitos pretendiam causar “grandes danos” e estavam sob investigação pelas autoridades britânicas e norte-americanas, mas a mídia britânica expressou dúvidas sobre o grau de vigilância a que estavam sujeitos, considerando o quão perto chegaram da base.

A fonte familiarizada com a investigação afirmou que as prisões não foram “orientadas por informações de inteligência”, embora a segurança tivesse sido reforçada na base, sugerindo que as autoridades estavam cientes de um aumento na ameaça.

(Reportagem adicional de Sarah Young e Sam Tabahriti)

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