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Irã diz que petroleiros devem usar rotas aprovadas em Ormuz ou enfrentarão 'resposta enérgica'

Estadão

O comando militar conjunto do Irã advertiu nesta quinta-feira, 2, que todos os petroleiros que atravessarem o Estreito de Ormuz deverão utilizar as rotas aprovadas por Teerã ou estarão sujeitos a uma "resposta imediata e enérgica", aumentando novamente a tensão em torno da hidrovia, considerada estratégica para o abastecimento global de energia.

O estreito, localizado na saída do Golfo Pérsico, tornou-se um dos principais pontos das negociações que buscam um acordo definitivo para encerrar a guerra na região. O comunicado do comando militar Khatam al-Anbiya, divulgado pela televisão estatal iraniana, foi publicado um dia após diplomatas dos Estados Unidos e do Irã se reunirem com mediadores no Catar.

Não está claro o que motivou a nova ameaça iraniana. No entanto, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) divulgou um comunicado sobre uma reunião realizada no Bahrein com representantes de países do Oriente Médio, na qual os participantes reafirmaram o compromisso com a livre circulação do comércio pelo Estreito de Ormuz.

"Qualquer descumprimento, desvio da rota designada ou desrespeito aos protocolos de navegação da República Islâmica do Irã no Estreito de Ormuz será respondido de forma imediata e enérgica pelas Forças Armadas, colocando em risco a segurança das embarcações infratoras", afirmou o comunicado iraniano.

A nota acrescenta que qualquer interferência das forças americanas no estreito "será recebida com uma reação rápida e decisiva".

Como parte de um acordo provisório, Irã e Estados Unidos concordaram em permitir, por 60 dias, a passagem de embarcações sem cobrança de tarifas. Teerã, porém, insistiu que deve controlar as rotas utilizadas pelos navios e, posteriormente, cobrar taxas pela travessia, rompendo uma prática adotada há décadas na hidrovia.

Os Estados Unidos e diversos países árabes do Golfo afirmam que não aceitarão a cobrança de tarifas pelo Irã para a passagem pelo estreito. A tentativa de Omã e de uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) de estabelecer uma nova rota próxima ao litoral omanense desencadeou ataques em diferentes pontos do Oriente Médio no último fim de semana, evidenciando o aumento das tensões.

Apesar dos ataques, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz continuou a se recuperar. Pelo menos 258 embarcações atravessaram a hidrovia na semana passada, período que incluiu ataques iranianos contra dois navios comerciais, segundo dados da empresa de inteligência marítima Lloyds List Intelligence. Na semana anterior, haviam sido registradas 138 embarcações.

"As rotas estão sendo definidas praticamente de hora em hora e dependem das mudanças nas autorizações políticas e das avaliações de segurança em tempo real", disse Richard Meade, editor-chefe da Lloyds. "Essa não é a nova normalidade", afirmou.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

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