Início Mundo Influência do Barça e magia de Messi marcam final entre Espanha e Argentina, dizem Xavi e Mascherano
Mundo

Influência do Barça e magia de Messi marcam final entre Espanha e Argentina, dizem Xavi e Mascherano

Reuters

Por Fernando Kallas

NOVA YORK, 17 Jul (Reuters) - A final da Copa do Mundo de domingo entre Espanha e Argentina pode estar vestida com as cores nacionais, mas os grandes nomes do Barcelona Xavi Hernández e Javier Mascherano veem a influência de seu antigo clube em todos os lugares.

Desde os jovens espanhóis formados na La Masia até Lionel Messi, a influência do clube é evidente.

Xavi foi um pilar da seleção espanhola cujo estilo de jogo de posse de bola “tiki-taka” conquistou a primeira Copa do Mundo do país na África do Sul em 2010, enquanto Mascherano foi ex-companheiro de Messi no Barcelona e na Argentina e seu técnico no Inter Miami até o início deste ano.

Eles conversaram com a Reuters em frente à réplica gigante do troféu da Copa do Mundo feita de Lego no Rockefeller Center, em Nova York, antes de uma final repleta de histórias pessoais.

A Espanha chega com um elenco marcado pela influência do Barça, incluindo Lamine Yamal e Pau Cubarsi, dois jogadores que tiveram suas estreias profissionais ainda adolescentes promovidos por Xavi durante sua passagem como técnico do clube.

A Argentina chega com Messi, que conquistou sua primeira Copa do Mundo no Catar há quatro anos e tem desafiado o tempo, os zagueiros e as probabilidades em sua jornada rumo a uma segunda final consecutiva.

Mascherano disse que nada do que Messi faz deveria mais surpreender ninguém — exceto, é claro, que isso por si só surpreende.

“Ele é especial, sabe? Não dá para comparar com ninguém. Ele é diferente, totalmente diferente”, disse Mascherano, de 42 anos.

“Sempre que o vemos, é sempre uma surpresa, porque ele faz muitas coisas que nunca, nunca veremos em outro jogador. Então, acho que, no futuro, será difícil encontrar um jogador como ele. Acho que é impossível.”

Xavi, que compartilhou anos de magia no meio-campo com Messi no Barcelona, disse que assistiu à vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra com Mascherano e mal conseguia acreditar no que estava vendo.

“Estávamos juntos assistindo ao jogo, e ele me disse: ‘39 anos, e o que ele está fazendo?’ É incrível”, disse Xavi.

“Na minha opinião, ele é o melhor da história. E ainda faz a diferença em campo. E sua ambição, sua atitude… ele é um guerreiro. É, sem dúvida, o melhor.”

Mascherano foi além, dizendo que Messi ainda parece segurar o controle remoto do maior palco do futebol.

“Acho que ele ainda está mostrando que é o dono do jogo”, disse ele. “Ele tem a bola e, às vezes, toma decisões que vão garantir a vitória, e ele consegue fazer isso.”

CARÁTER E PAIXÃO

Para Xavi, de 46 anos, o orgulho pela final de domingo vai além de Messi. Ele disse que ver Lamine e Cubarsi amadurecerem até se tornarem finalistas da Copa do Mundo foi especialmente gratificante, depois de ter testemunhado de perto a convicção deles quando eram adolescentes.

“É claro que me sinto muito orgulhoso, porque os vi quando Lamine tinha 15 anos e Pau Cubarsi, 16”, disse Xavi.

“Eles tinham caráter e paixão. Lembro-me deles me dizendo: ‘Não se preocupe, treinador, estou pronto. Não se preocupe’, porque eu tinha um pouco de medo de que, com 15, 16 anos, talvez eles não estivessem prontos, de que sentissem a pressão. Absolutamente nada disso.”

Xavi disse que a filosofia de jogo do Barça está presente em ambas as seleções finalistas, mesmo que Mascherano tenha sido rápido em ressaltar que a Argentina não conta com muitos jogadores atuais do Barcelona.

“Temos que nos orgulhar dessa filosofia, dessa ideia”, disse Xavi. “É uma ideia única, e ela continua viva. Estamos na final com esse sistema, até mesmo a Argentina.”

Mascherano acrescentou: “Não temos muitos jogadores do Barça, mas a maneira de jogar é muito parecida com a deles."

“Para mim, são as duas melhores seleções do torneio. Seleções que jogam de maneira semelhante. Elas gostam de jogar com a bola e não se sentem à vontade quando não estão com a posse.”

"Talvez a equipe que tiver a posse de bola defina o ritmo do jogo. Para mim, é a melhor final que poderíamos ter.”

Quanto a prever um vencedor, nenhum dos dois tinha certeza.

“Nunca se sabe”, disse Mascherano.

“É muito difícil fazer uma previsão”, acrescentou Xavi.

“Acho que só Deus sabe o que vai acontecer”, disse Mascherano. “Porque é apenas um jogo.”

(Reportagem adicional de Leonardo Benassato e Kurt Michael Hall)

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!