BEIRUTE, 12 Jun (Reuters) - O Hezbollah está confiante de que o Irã insistirá na inclusão do Líbano em um acordo com os Estados Unidos, afirmou na sexta-feira um importante político do Hezbollah, à medida que aumentavam as esperanças de um acordo entre Teerã e Washington.
O Hezbollah, fundado pela Guarda Revolucionária do Irã em 1982, entrou no conflito regional em apoio a Teerã em 2 de março, abrindo fogo contra Israel e provocando uma ofensiva israelense que já matou milhares de pessoas no Líbano.
Autoridades iranianas têm insistido repetidamente no fim dos combates no Líbano como parte de qualquer acordo mais amplo.
“Se o acordo for fechado, temos total confiança na República Islâmica... temos confiança de que ela insistirá em qualquer acordo que inclua a questão do Líbano”, disse Hassan Fadlallah, político do Hezbollah, em um trecho de discurso transmitido pela TV Al-Manar, do grupo.
As forças israelenses ocuparam vastas áreas do sul do Líbano, onde a Agência Nacional de Notícias do Líbano relatou novos ataques aéreos israelenses em várias cidades e vilarejos na sexta-feira.
Uma fonte ocidental disse que um memorando entre os Estados Unidos e o Irã para interromper a guerra no Golfo poderia ser assinado já no domingo. A fonte afirmou que a redação do memorando ainda estava sendo finalizada e que o Irã mantinha sua posição de que o acordo também precisa pôr fim aos combates no Líbano.
Na semana passada, Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo do Irã, disse que o Hezbollah havia “feito grandes sacrifícios” na guerra e que o Líbano “será parte indissociável de qualquer acordo e de qualquer cessar-fogo”, em comentários divulgados pela agência de notícias semioficial Mehr.
A guerra no Líbano continua apesar de vários cessar-fogos anunciados pelos Estados Unidos, que têm mediado as negociações entre os governos libanês e israelense.
O Hezbollah não é parte das negociações e pediu que o governo libanês se retirasse do processo.
O Hezbollah rejeitou um plano apoiado pelos EUA anunciado na semana passada, que dependeria da cessação de fogo por parte do grupo e da retirada de seus combatentes do sul do Líbano.
(Reportagem da Redação de Beirute e John Irish em Paris)



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