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Fifa nega que Infantino tenha buscado apoio de Trump após fracasso de plano para Copa do Mundo

Reuters
Fifa nega que Infantino tenha buscado apoio de Trump após fracasso de plano para Copa do Mundo

Por Lori Ewing

4 Ago (Reuters) - A Fifa rejeitou nesta terça-feira como “pura ficção” uma reportagem segundo a qual seu presidente, Gianni Infantino, teria buscado apoio do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, após o fracasso de um plano para vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.

A negativa ocorreu depois que o New York Post noticiou, na segunda-feira, que Infantino havia tentado repetidamente, sem sucesso, entrar em contato com Trump por telefone desde que sua proposta foi abandonada na sexta-feira e que ele se sentia isolado em meio a críticas crescentes.

“O presidente da Fifa não fez nenhuma ligação para o presidente dos EUA, nem para qualquer membro de seu governo, nos últimos dias. É pura ficção”, afirmou a Fifa em comunicado à Reuters.

A proposta da Fifa de liberar até US$4,2 bilhões de investidores privados por meio da venda de uma participação de aproximadamente 20% em uma entidade responsável pela supervisão de competições, incluindo a Copa do Mundo, fracassou após forte resistência das partes interessadas.

Com o plano arquivado, a atenção voltou-se para possíveis repercussões para Infantino, cujas perspectivas de garantir outro mandato como presidente da Fifa, de 2027 a 2031, passaram a ser alvo de um escrutínio cada vez maior.

Trump e Infantino estabeleceram uma relação próxima, aparecendo juntos em grandes eventos de futebol, incluindo a Copa do Mundo deste ano, organizada por Estados Unidos, México e Canadá.

Infantino entregou a Trump o primeiro Prêmio da Paz da Fifa em dezembro de 2025, tornando-o o primeiro ganhador do prêmio.

A relação atraiu ainda mais atenção porque se esperava que a Thrive Capital — fundada por Joshua Kushner, irmão do genro de Trump, Jared Kushner — desempenhasse um papel de liderança no empreendimento proposto de direitos comerciais.

O “New York Post” também informou que Infantino havia agendado conversas privadas com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. No entanto, o secretário adjunto de Estado para Assuntos Públicos Globais dos EUA, Dylan Johnson, afirmou em uma postagem no X na segunda-feira que não havia planos para Rubio se reunir com o presidente da Fifa, de 56 anos.

Infantino recorreu ao Instagram para divulgar mensagens de apoio de federações membros, incluindo Sri Lanka, Kuwait, Catar e Marrocos.

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