SÃO PAULO, 7 Out (Reuters) - As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 500,3 mil toneladas em setembro, alta de 3,7% sobre o mesmo mês de 2025, com uma antecipação de maiores fluxos para a União Europeia, que proibiu a produção nacional certificada após o dia 3, afirmou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quarta-feira.
A receita alcançou US$984,2 milhões, avanço de 14,7% na mesma comparação.
A União Europeia foi o segundo principal destino da carne de frango brasileira em setembro, com 43,5 mil toneladas, ante apenas 3,9 mil toneladas no mesmo período do ano passado.
O aumento se deve a uma antecipação de embarques, mas também a uma pequena base de comparação --no mesmo período do ano passado, os embarques ainda eram pressionados por embargos sanitários decorrentes de um caso de gripe aviária em granja comercial.
No caso da União Europeia, o resultado de setembro de 2026 inclui cargas produzidas e certificadas até 2 de setembro, explicou o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.
A suspensão temporária da emissão de novos certificados para a UE entrou em vigor no dia 3, sem impedir o embarque dos produtos que já haviam cumprido essa etapa, acrescentou ele.
A antecipação de volumes por exportadores e importadores também contribuiu para reduzir os efeitos imediatos da medida, disse Santin.
A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar depois que considerou que o país não cumpriu normas sobre antimicrobianos.
Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino da carne de frango brasileira em setembro, com 45,9 mil toneladas, volume 23,3% superior na comparação anual.
Já a China importou 40,9 mil toneladas, ante somente 51 toneladas em setembro de 2025 -- os chineses levaram mais tempo para retomar compras do produto brasileiro, após o caso de gripe aviária em maio do ano passado.
No acumulado de janeiro a setembro, os embarques do maior exportador global de carne de frango chegaram a 4,4 milhões de toneladas, crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025. A receita acumulada atingiu US$8,7 bilhões, avanço de 21%, segundo a ABPA.
(Por Roberto Samora; Edição de Eduardo Simões)
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