Por Fernando Kallas
BASKING RIDGE, Nova Jersey, 2 de julho (Reuters) - Endrick tem precisado ser paciente em sua primeira Copa do Mundo, sendo utilizado como reserva em vez de ser o centro das atenções, mas o atacante brasileiro de 19 anos disse nesta quinta-feira que está “em paz” com as decisões do técnico Carlo Ancelotti.
O atacante do Real Madrid não participou da estreia do Brasil contra Marrocos, jogou 26 minutos diante do Haiti, entrou no final da partida contra a Escócia e atuou por 45 minutos contra o Japão.
Os torcedores vêm pedindo que Endrick receba um papel mais importante desde o início do torneio, mas, antes do confronto das oitavas de final neste domingo contra a Noruega, o jovem elogiou Ancelotti, que também foi seu técnico no Real Madrid, por colocar a equipe acima dos indivíduos.
“Ele não vai fazer o que é melhor para mim, vai fazer o que é melhor para a equipe”, disse Endrick.
“Ele não tem medo de tomar decisões difíceis. Faz o que acha certo, e as coisas acontecem. É como se Deus estivesse cuidando dele. Porque, seja o que for que Carlo faça, as coisas simplesmente dão certo."
“Quando o técnico me pede para fazer algo, eu não hesito, simplesmente faço o que ele pede.”
Questionado se a incerteza sobre seu tempo de jogo o afetaria, Endrick disse que está tranquilo.
“Acho que vou dormir como um bebê”, disse. “Vou ficar realmente em paz porque, antes de dormir, acho que o mais importante é o que eu faço: rezar, conversar com Deus e ter confiança de que as coisas vão acontecer na hora certa.”
Endrick disse que, aos 19 anos, o simples fato de fazer parte do elenco de 26 jogadores da seleção brasileira na Copa do Mundo já é um marco significativo.
“Estou muito grato por estar aqui. Para mim, só o fato de fazer parte dessa seleção e jogar uma Copa do Mundo é uma vitória em si”, afirmou.
“Estou muito bem preparado para este momento, mas somos 26 jogadores e todos estamos esperando nossa chance. O importante é estar pronto quando essa chance surgir.”
Endrick disse que seu trabalho anterior com Ancelotti no Real Madrid o ajudou a entender os métodos do italiano.
“Ele foi meu primeiro técnico quando cheguei à Europa. Para mim, tê-lo como meu primeiro técnico foi uma das melhores experiências que já tive na carreira”, disse Endrick.
“Na minha primeira temporada com (Ancelotti) no Real, eu joguei bastante. Eram alguns minutos aqui e ali, mas eu entrava praticamente em todos os jogos. Ele me dizia para ficar calmo, que minha hora chegaria.”
Endrick citou o gol de Gabriel Martinelli, que saiu do banco na última partida do Brasil, como prova de que a gestão de elenco feita por Ancelotti pode dar certo.
“O técnico é um dos melhores do mundo. Ele sabe exatamente o que fazer”, disse. “Eu me sinto muito à vontade com ele e sempre sigo seus conselhos.”
(Reportagem de Fernando Kallas)



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