LISBOA, 7 Set (Reuters) - O ex-chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, foi detido em um aeroporto em Portugal nesta segunda-feira, depois que a polícia descobriu que ele havia trazido uma espingarda para o país em seu jato particular sem a documentação necessária.
Ecclestone, de 95 anos, disse à Reuters, em uma ligação telefônica de Portugal, que estava levando a arma da Suíça para um evento de tiro ao prato, mas não possuía o “livreto azul” necessário para importá-la.
Ecclestone disse que havia pousado com sua esposa Fabiana, que é vice-presidente de esportes do órgão regulador da Fórmula 1, no aeródromo de Tires, próximo à cidade turística de Cascais, nos arredores de Lisboa.
“Tudo o que aconteceu foi que eu trouxe para o país uma arma que venho usando na Suíça para tiro ao prato, a fim de praticar essa atividade em Portugal, em um local onde estava acontecendo uma exibição neste fim de semana”, explicou ele.
Ecclestone, que não fala português, disse que havia passado pela alfândega, mas que, em seguida, a polícia perguntou sobre a arma e solicitou a documentação, o que levou ao que ele chamou de “aborrecimento desnecessário”.
Sua esposa, nascida no Brasil, acabou indo até Lisboa, acompanhada por um funcionário da alfândega, para entregar a arma às autoridades.
“Então, agora passamos por tudo isso e o pessoal de Lisboa ficou com a arma”, disse ele. “Assinei alguns documentos, como eles queriam.”
Jornais portugueses foram os primeiros a noticiar o incidente, citando fontes policiais que afirmaram que as autoridades descobriram a espingarda durante uma revista de rotina.
Ecclestone, ex-piloto que administrou a parte comercial do esporte por cerca de 40 anos até ser afastado em 2017, possui uma casa na área de resort vizinha.
O episódio lembrou o problema anterior que o britânico enfrentou com a justiça por causa de uma arma não registrada no Brasil, onde ele foi detido brevemente em 2022 por portar uma pequena arma de fogo ao embarcar em um avião particular com destino à Suíça.
Ecclestone reconheceu então ser o proprietário da arma, mas afirmou não saber que ela estava em sua bagagem, descartando o incidente como “bobo” e “insignificante”.
(Reportagem de Alan Baldwin, em Londres, e Andrei Khalip, em Lisboa)




Aviso