MADRI, 4 Ago (Reuters) - Dezessete imigrantes morreram ao tentar chegar à costa das Ilhas Baleares, na Espanha, após 15 dias de viagem, informaram autoridades nesta terça-feira, citando o depoimento de dois sobreviventes que foram resgatados de um barco na costa de Maiorca.
Os dois sobreviventes, originários de países do norte da África, apresentavam sinais de desnutrição e desidratação e foram hospitalizados, informou o escritório do governo espanhol na região.
Os dois sobreviventes afirmaram que, inicialmente, havia 19 pessoas a bordo da embarcação. As autoridades não conseguiram confirmar as mortes de forma independente.
Um helicóptero de emergência foi mobilizado para vasculhar a área próxima ao local do resgate ocorrido na terça-feira, bem como para emitir um aviso aos navegantes, informou o escritório do governo.
A embarcação foi encontrada a cerca de 24 km a sudoeste da ilha de Maiorca, no Mar Mediterrâneo.
Em um caso separado perto de Maiorca, mais tarde na terça-feira, as autoridades informaram ter resgatado 17 imigrantes com vida e dois falecidos de uma embarcação que, acredita-se, transportava cerca de 30 pessoas, e que os esforços de busca pelos demais passageiros continuavam até o final da terça-feira.
O trajeto da Argélia para as Ilhas Baleares foi a rota migratória que mais cresceu para a União Europeia de janeiro a junho deste ano, mesmo com a queda no número total de chegadas ao bloco, de acordo com a agência de fronteiras da UE, a Frontex. O número total de chegadas à Espanha caiu cerca de 25%, segundo os dados mais recentes do Ministério do Interior espanhol.
A Frontex afirmou no ano passado que os contrabandistas estavam transferindo suas operações de Marrocos para a Argélia devido aos controles considerados menos rigorosos e estavam utilizando barcos mais velozes.
A Espanha tem buscado fortalecer sua cooperação com a Argélia no controle migratório ao longo do último ano.
(Reportagem de Javi West Larrañaga e Joan Faus)




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