BRASÍLIA, 8 Nov (Reuters) - A CSN assinou um acordo para vender sua unidade de cimento, a CSN Cimentos, à chinesa Huaxin, em uma transação que avalia o negócio em R$12,7 bilhões com base no valor da empresa, informou a empresa neste domingo.
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, a siderúrgica afirmou que a transação acordada no sábado constitui um passo em sua estratégia para reduzir a dívida e otimizar sua estrutura de capital.
A transação está sujeita às condições habituais de fechamento, informou a CSN, incluindo a aprovação do órgão regulador antitruste Cade, o consentimento prévio da Aneel, e as aprovações regulatórias chinesas aplicáveis.
De acordo com documento separado apresentado pela Huaxin, a empresa chinesa deverá pagar cerca de R$9,03 bilhões por uma participação de 99,99% na CSN Cimentos, refletindo o valor empresarial acordado da empresa-alvo após ajustes para dívida e capital de giro.
A Huaxin afirmou que a CSN Cimentos responde por cerca de 21% do mercado brasileiro de cimento, acrescentando que a aquisição marcaria a primeira entrada de uma produtora chinesa de cimento no país. Se concretizada, ela se classificará entre as maiores aquisições industriais chinesas no setor de materiais de construção do Brasil, acrescentou a empresa.
A CSN, uma das maiores siderúrgicas e mineradoras de minério de ferro do Brasil, divulgou a avaliação da operação no final de outubro, quando anunciou um acordo de exclusividade de 10 dias com a Huaxin para negociar a venda.
A empresa vem buscando reduzir a dívida e aumentar os lucros diante de um mercado de aço fraco e da pressão de importações de baixo custo, principalmente da China.
A empresa divulgou em janeiro um plano de desinvestimento que incluía o negócio de cimento.
A Huaxin apresentou a proposta vencedora pela CSN Cimentos em um processo competitivo iniciado em março de 2026, de acordo com divulgações anteriores da empresa.
(Reportagem de Marcela Ayres)
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