SEUL, 8 Out (Reuters) - A Coreia do Sul chamará de volta seu embaixador na Ucrânia, disse o ministro das Relações Exteriores nesta quinta-feira, após uma controvérsia relacionada ao anúncio do presidente Volodymyr Zelenskiy de que dois prisioneiros de guerra norte-coreanos seriam transferidos para Seul.
Os dois lados estão envolvidos em um impasse depois que Seul acusou Kiev de violar um acordo de confidencialidade sobre a transferência de soldados capturados.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul manifestou a expectativa de que as questões atuais entre os dois países possam ser resolvidas e afirmou que continuará as negociações com Kiev, sem entrar em detalhes.
Em Kiev, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que o país está aberto a retomar um diálogo construtivo com a Coreia do Sul, apesar da decisão de Seul de convocar seu embaixador.
Segundo o porta-voz, o enviado sul-coreano foi convidado a comparecer ao ministério nesta semana para ouvir a posição ucraniana sobre o assunto.
“Acreditamos que a diplomacia deve prevalecer sobre as emoções”, disse o porta-voz. “Apesar da decisão de Seul de convocar seu embaixador, a Ucrânia continua aberta a retomar um diálogo construtivo, mesmo que isso leve algum tempo.”
Na semana passada, o presidente Lee Jae Myung afirmou que a Coreia do Sul deve tomar medidas adicionais caso a Ucrânia continue a negar a existência de um acordo relacionado ao repatriamento de prisioneiros de guerra norte-coreanos e instou Kiev a reconhecer o acordo e a pedir desculpas.
Lee também expressou profundo pesar pela resposta da Ucrânia.
Ainda na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que Kiev estava empreendendo esforços diplomáticos para superar o “mal-entendido” entre os dois países, e um porta-voz do ministério disse a jornalistas que o impasse tinha origem em uma “diferença na interpretação dos acordos de confidencialidade”.
(Reportagem de Heejin Kim)
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