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Copersucar vê mercado de açúcar equilibrado, preços dependerão de consumo de etanol, diz CEO

Reuters

Por Roberto Samora

SANTOS, 13 Mai (Reuters) - O balanço global de açúcar está "mais ou menos equilibrado" e os preços do adoçante dependerão muito do consumo de etanol no Brasil na safra 2026/27, já que uma maior fabricação do biocombustível pode reduzir a oferta de matéria-prima para o alimento, afirmou nesta quarta-feira o presidente-executivo da Copersucar, Tomás Manzano, à Reuters.

"O açúcar está operando em intervalo de preços de 14 a 15 centavos (de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York), em cenário de equilíbrio. (O preço) vai depender muito do tamanho da safra brasileira, é um número incerto. Mas nossas estimativas atuais indicam que o balanço está mais ou menos equilibrado, vai depender da reação do consumidor de etanol e do 'mix' de produção das usinas, e do tamanho da safra", afirmou ele.

O comentário foi feito antes do início de evento no terminal açucareiro de Santos da empresa, líder global na comercialização de açúcar e etanol, que apresentou planos da Copersucar para o uso do combustível biometano no transporte de açúcar até o porto, em substituição ao diesel nos caminhões.

O executivo afirmou que a tendência é de crescimento da safra de cana-de-açúcar do centro-sul 2026/27 ante o ciclo anterior, acrescentando que o mercado converge para a visão de que colheita possa atingir cerca de 630 milhões de toneladas. Ele não comentou sobre a previsão da empresa.

"Ainda é muito cedo, a safra começou agora, faz um mês, ainda tem muito tempo pela frente, está indo bem, e as usinas têm priorizado neste início um pouco mais de produção de etanol, que está remunerando melhor do que o açúcar", disse.

Segundo ele, o cenário aponta para maior competitividade do etanol frente à gasolina no Brasil, em meio ao aumento da produção do biocombustível no país e preços do petróleo em patamares elevados devido à guerra no Irã.

"Com essa queda de preço, a competitividade do etanol em relação à gasolina melhora, e atrai consumidores para abastecer com etanol, é um movimento saudável e bom neste momento que o etanol vai se tornando mais competitivo e vai aumentando a demanda", completou.

(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)

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