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Congo inicia testes clínicos de antiviral experimental da Gilead contra Ebola Bundibugyo

Reuters
Congo inicia testes clínicos de  antiviral experimental da Gilead contra Ebola Bundibugyo
Congo inicia testes clínicos de antiviral experimental da Gilead contra Ebola Bundibugyo

14 Jul (Reuters) - Pesquisadores da República Democrática do Congo disseram nesta terça-feira que começaram a recrutar participantes para um estudo clínico que testa o antiviral experimental obeldesivir da Gilead Sciences  como tratamento pós-exposição para o surto de Ebola Bundibugyo, que está ocorrendo no Congo e em Uganda.

O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo e a ANRS, agência francesa de pesquisa em doenças infecciosas emergentes, — com o apoio de organizações de ajuda humanitária, como a Aliança para a Ação Médica Internacional (Alima) e Médicos Sem Fronteiras — estão liderando o estudo na província de Ituri, epicentro do surto, informaram as agências em um comunicado conjunto.

Aqui estão alguns detalhes:

• O estudo foi concebido para avaliar se o tratamento pós-exposição pode reduzir o risco de desenvolver a infecção por Ebola após o contato com o vírus.

• O estudo tem como meta recrutar cerca de 1.000 pessoas com 12 anos ou mais, que tiveram exposição de alto risco a um caso confirmado de Ebola nos últimos cinco dias, mas ainda não desenvolveram sintomas.

• Os participantes serão monitorados diariamente por 21 dias, com um acompanhamento final aos 42 dias.

• O obeldesivir demonstrou atividade contra filovírus, incluindo o vírus do Ebola Bundibugyo, em estudos pré-clínicos.

• O projeto recebeu um financiamento inicial de 3,4 milhões de euros da parceria Global Health EDCTP3, apoiada pela Comissão Europeia, e US$1 milhão do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças.

• O CDC África também ajudou a garantir um compromisso adicional de financiamento de US$5 milhões da África do Sul e da República Democrática do Congo.

• O estudo também inclui um protocolo separado de uso compassivo, segundo o qual o antiviral injetável remdesivir, da Gilead, seria administrado a crianças menores de 12 anos e a mulheres grávidas ou que amamentam expostas ao vírus.

• O surto resultou em 1.963 casos confirmados no Congo, incluindo 719 mortes, de acordo com dados do governo.

(Reportagem de Siddhi Mahatole em Bengaluru)

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