China, Rússia e Irã criticaram nesta quarta-feira, 9, a tentativa de Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido de levar a questão nuclear iraniana ao Conselho de Segurança da ONU por meio de uma resolução na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Os três países afirmaram que uma eventual remessa do caso não tem base legal e agravaria as tensões em torno do programa nuclear de Teerã.
Em declaração conjunta, Pequim, Moscou e Teerã disseram que o projeto de resolução busca aumentar a pressão sobre o Irã e prejudicar a cooperação entre o país e a AIEA. O grupo também classificou como "politicamente motivada e infundada" a conclusão, adotada em junho de 2025, de que Teerã teria descumprido suas obrigações de salvaguardas nucleares.
Os três países atribuíram as atuais dificuldades de inspeção aos ataques contra instalações nucleares iranianas sob salvaguardas da AIEA, incluindo novas ações atribuídas aos Estados Unidos nos últimos dias. Segundo o comunicado, as condições de segurança tornaram "efetivamente impossível" a implementação normal das salvaguardas no país.
Apesar disso, afirmaram que o Irã mantém a cooperação com a agência e aceitou pedidos de acesso à usina nuclear de Bushehr em meados de setembro. Para o grupo, porém, garantias contra novos ataques são necessárias para ampliar essa cooperação.
China, Rússia e Irã também voltaram a rejeitar a tentativa do E3 de acionar o mecanismo de "snapback", que restabeleceria sanções da ONU contra Teerã. Segundo eles, a medida é "nula e sem efeito jurídico", porque as disposições da resolução 2231 expiraram em outubro de 2025.
O trio defendeu que as questões sobre o programa nuclear iraniano sejam tratadas "exclusivamente por meio do diálogo e da diplomacia".




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