Ao menos 11 pessoas morreram neste Domingo de Páscoa (5) em ataques aéreos conduzidos por Israel no Líbano, em um dos dias mais violentos desde a escalada do conflito entre as forças israelenses e o grupo Hezbollah. Entre as vítimas, está uma criança de 4 anos. Os ataques fazem parte da ofensiva iniciada por Israel e Estados Unidos em 28 de fevereiro, que aumentou a tensão na região e gerou um novo ciclo de violência.
O episódio mais grave ocorreu na vila de Kfarhata, no sul do Líbano, onde um bombardeio matou sete pessoas, incluindo a criança, segundo o Ministério da Saúde libanês. O ataque aconteceu poucas horas após o exército israelense emitir ordem de evacuação para os moradores da região, mas muitas famílias permaneceram no local. O bombardeio causou grande destruição e ampliou o número de vítimas na área.
Na capital Beirute, outro ataque atingiu o bairro de Jnah, no sul da cidade, deixando quatro mortos e 39 feridos. O prédio atingido era residencial e não há indícios de que houvesse integrantes do Hezbollah no local. A região é conhecida como reduto do grupo, mas a destruição afetou principalmente civis, aumentando a preocupação internacional com a segurança da população local.
O governo de Benjamin Netanyahu busca expandir o controle sobre o sul do Líbano, o que reforça a escalada do conflito. A situação tem provocado mobilizações humanitárias e pedidos de investigação por organizações internacionais, enquanto o número de mortos e feridos continua a subir. A população local enfrenta grande risco em meio à guerra, e o episódio deste domingo marca mais uma tragédia em um contexto de tensão persistente na região.


