Pelo menos 31 pessoas morreram após forças russas lançarem nove bombas contra uma escola utilizada como abrigo e ponto de distribuição de ajuda humanitária na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia. O ataque ocorreu na segunda-feira (2), no vilarejo de Komyshuvakha.
Segundo autoridades ucranianas, outras 48 pessoas estão desaparecidas e cinco ficaram feridas. Entre os mortos estão dois integrantes de uma equipe de resgate e quatro policiais, atingidos durante uma segunda ofensiva contra o local.
O prédio era utilizado por moradores que permaneciam na região para receber alimentos e outros itens de assistência humanitária. Embora tivesse sido construído para funcionar como escola durante a guerra, as aulas foram interrompidas devido à proximidade dos combates.
De acordo com o governador regional interino, Mykhailo Semikin, os civis estavam abrigados em um porão reforçado, projetado para resistir à maioria dos ataques. No entanto, a força das explosões provocou o desabamento da estrutura de concreto e um incêndio.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou o bombardeio e classificou o episódio como um ataque brutal contra a população civil.
Já o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a ofensiva teve como alvo unidades militares ucranianas nas proximidades de Komyshuvakha e em outras localidades da região.
O ataque aconteceu um dia após o encerramento de uma trégua local de seis dias, estabelecida para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de moradores de áreas de conflito.
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