O assassinato de Carolina Flores Gómez, ex-miss de 27 anos que representou o México no Miss Teen Universe 2017, tomou rumos inesperados após a divulgação de detalhes sobre a conduta de seu marido logo após o crime. A jovem foi executada com seis tiros — que atingiram o rosto, o pescoço e a cabeça — no último dia 15 de abril, no luxuoso bairro de Polanco, na Cidade do México.
De acordo com informações do repórter policial Carlos Jiménez, o viúvo, Alejandro Gómez, admitiu às autoridades que não acionou a polícia imediatamente após a morte da esposa. Ele justificou o atraso alegando a necessidade de cuidar do filho do casal.
Entretanto, o relato de Alejandro gerou perplexidade: ele afirmou ter tentado alimentar e banhar a criança próximo ao corpo da mãe, tentando mimetizar a rotina que a vítima realizava antes de ser morta. O contato com as autoridades ocorreu apenas no dia seguinte, após o homem consultar seus advogados, conforme reportado pelo periódico The Sun .
A mãe da vítima, Reyna Gómez Molina, contesta a versão do genro e levanta suspeitas sobre a demora na comunicação do homicídio. Para a família de Carolina, a retenção da informação na residência serviu como uma manobra estratégica para permitir a fuga da principal suspeita: Erika Maria Herrera, de 63 anos, mãe de Alejandro e sogra da ex-miss.
Imagens de câmeras de segurança, que circulam nas redes sociais e auxiliam as investigações, capturaram o momento que antecedeu os disparos. No vídeo, Carolina caminha para a área externa da casa, sendo seguida de perto pela sogra. Após o som de seis tiros, Alejandro aparece com o bebê nos braços e questiona a mãe sobre o ato.
A resposta de Erika, gravada no áudio do circuito, aponta para uma motivação de natureza obsessiva e possessiva:
"Ela me deixou com raiva. Você é meu, ela te roubou de mim" , teria dito a suspeita antes de desaparecer.
Erika Maria Herrera permanece foragida e é alvo de uma busca intensiva em território mexicano. A polícia agora analisa se o comportamento de Alejandro Gómez configura omissão ou cumplicidade. O caso segue sob o comando das delegacias especializadas da capital mexicana, que buscam esclarecer a dinâmica completa da tragédia que chocou o país.



