MILÃO, 27 Set (Reuters) - A grife Giorgio Armani apresentou, neste domingo, uma coleção de moda feminina que combinou sua característica alfaiataria com tecidos cintilantes, enquanto o grupo de luxo italiano atravessa um período de transição um ano após a morte de seu fundador.
Intitulada “Evolução”, a nova coleção de Silvana Armani -- sobrinha do falecido estilista -- apresentou uma paleta de cores em marfim, preto e dourado e destacou jaquetas com ombros marcantes inspiradas nos anos 80, combinadas com calças na altura do joelho, geometrias ousadas e vestidos de noite que se ajustam ao corpo.
“O estilo é uma forma de ser, e não um código imutável: a capacidade de mudar sem deixar de ser fiel a si mesmo”, afirmou o grupo em notas que acompanharam seu desfile no Teatro Armani, um dos edifícios da sede do grupo em Milão.
Observando que “a identidade pode evoluir”, o grupo acrescentou ainda que as borboletas presentes em broches e colares simbolizavam a metamorfose.
Em declarações à imprensa após o desfile, Silvana Armani reafirmou seu compromisso com a continuidade da estética da marca, ao mesmo tempo em que abre espaço para uma “evolução”, citando a introdução do algodão como exemplo de mudança.
A grife italiana está entrando em um período crucial, à medida que começa a contagem regressiva para os planos de vender uma participação inicial de 15% a investidores externos.
O presidente-executivo, Giuseppe Marsocci, afirmou que o grupo está aberto a investidores na venda de ações, acrescentando que nenhuma decisão havia sido tomada.
No início do mês, o grupo nomeou Dario Vitale diretor criativo da Emporio Armani e da linha de acessórios da Giorgio Armani, marcando a primeira vez que alguém de fora da família Armani assumiu essa função.
(Reportagem de Elisa Anzolin)
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