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Argentina fica sem milagres de última hora de Messi contra a máquina espanhola

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Argentina fica sem milagres de última hora de Messi contra a máquina espanhola
Argentina fica sem milagres de última hora de Messi contra a máquina espanhola

Por Karolos Grohmann

EAST RUTHERFORD, Nova Jersey, 19 de julho (Reuters) - A Argentina protagonizou uma série de viradas dramáticas para chegar à final da Copa do Mundo deste domingo, mas foi impotente contra a Espanha, que venceu por 1 x 0 na prorrogação e não deu aos atuais campeões nenhuma chance de realizar mais um milagre.

Seja contra o Egito nas oitavas de final ou contra a Inglaterra nas semifinais, os argentinos haviam descoberto uma maneira de se recuperarem dentro dos jogos, geralmente graças a gols ou assistências de Lionel Messi nos últimos minutos.

Mas isso não aconteceu neste domingo. A Espanha fez o seu dever de casa e manteve os sul-americanos bem longe da zona de perigo durante quase toda a partida.

Messi, que havia feito oito gols no torneio e dado quatro assistências, esteve muito discreto. Ele havia marcado ou dado assistência em todas as partidas da fase eliminatória nas últimas duas Copas do Mundo.

O resultado foi que a Argentina, que se tornou a primeira seleção a não conseguir uma única finalização, certa ou errada, nos 90 minutos de uma final de Copa do Mundo, teve a sua primeira apenas depois de 116 minutos de bola rolando.

Naquele momento, já perdia por 1 x 0 e estava com 10 jogadores após a expulsão do meia Enzo Fernández.

Ficou claro que a Argentina havia dependido demais de Messi, de 39 anos, para carregá-la à partida decisiva pela segunda Copa do Mundo consecutiva, e quando ele não conseguiu escapar da marcação espanhola em uma tarde ensolarada no Estádio de Nova York/Nova Jersey, a equipe não tinha outras opções.

A Espanha contava com força no banco, com o herói da partida, Ferran Torres, e o também reserva Nico Williams injetando velocidade e ímpeto ofensivo na campeã europeia.

“Acho que a partida deveria ter sido decidida muito antes. As defesas (do goleiro argentino Emiliano Martínez) nos impediram de vencer mais cedo”, disse o técnico da Espanha, Luis de la Fuente.

“Mas esta é uma final de Copa do Mundo e é preciso dar tudo de si, mesmo contra 10 jogadores, e estávamos preparados para qualquer coisa.”

(Reportagem de Karolos Grohmann)

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