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Açúcar bruto atinge máxima de mais de um ano por compras de fundos; café dispara

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Açúcar bruto atinge máxima de mais de um ano por compras de fundos; café dispara
Açúcar bruto atinge máxima de mais de um ano por compras de fundos; café dispara

NOVA YORK, 18 Ago (Reuters) - Os contratos futuros de açúcar bruto na bolsa ICE atingiram nesta terça-feira o maior nível em mais de um ano, com os fundos comprando a commodity devido às perspectivas de redução da produção em todo o mundo, enquanto o café arábica também registrou forte alta.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto ​fechou com alta de 0,6 centavo, ou 3,6%, a 17,47 centavos por libra-peso, após atingir a máxima em mais de um ano, de 17,59 centavos.

* Operadores afirmaram que o fortalecimento do fenômeno climático El Niño está gerando expectativas de que o déficit global projetado para 2026/27 possa ser maior do que o previsto anteriormente.

* A Deepcore, corretora de açúcar físico, afirmou em nota que também se estimava que os fundos estivessem em posição comprada líquida pela primeira vez desde o final de 2024.

* "O lado positivo continua real. As estimativas de déficit global foram revisadas para cima, a produção de açúcar no centro-sul do Brasil ficou abaixo do esperado, o risco climático na Índia permanece presente e os preços do etanol finalmente começaram a se recuperar após quatro meses consecutivos de quedas", afirmou a corretora.

* Preços mais altos do etanol podem levar as usinas a utilizar a cana para produzir o biocombustível, reduzindo a produção de açúcar.

* O preço do açúcar branco subiu 3,2%, para US$539,50 por tonelada métrica, após atingir sua máxima desde abril de 2025, em US$543,60.

* A Índia está considerando várias medidas, desde importações limitadas de açúcar isentas de impostos até limites mais restritivos de estoque para comerciantes atacadistas, a fim de reforçar a oferta e conter os preços recordes.

CAFÉ

* O contrato de café arábica da ICE fechou em alta de 14,55 centavos, ou 4,6%, a US$3,3245 por libra-peso, uma máxima de quase um mês.

* Os corretores afirmaram que a oferta de curto prazo continuava restrita, devido aos atrasos na colheita no Brasil e às dificuldades no fluxo de café na Colômbia após o terremoto.

* O volume de contratos em aberto no vencimento setembro permanece elevado, em mais de 9.000 lotes, à medida que se aproxima o período de notificação de entrega.

* "O spread de preço entre o contrato futuro de arábica com vencimento em setembro e o contrato com vencimento em dezembro ampliou-se para 30 centavos de dólar por libra-peso, indicando uma escassez de oferta no curto prazo", afirmou o Commerzbank.

* O café robusta subiu 2,6%, para US$3.739 a tonelada.

CACAU

* O cacau da ICE Londres fechou em queda de 91 libras, ou 2,1%, a 4.265 libras por tonelada.

* Os corretores afirmaram que ainda há grande incerteza quanto às perspectivas para as safras de 2026/27 na África Ocidental. Espera-se, de modo geral, uma queda na produção, mas ela pode não ser grande o suficiente para impedir outro excedente global, embora seja muito menor do que na atual safra de 2025/26.

* O cacau de Nova York recuou 2,5%, para US$5.919 por tonelada.

(Reportagem de Nigel Hunt e Marcelo Teixeira)

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