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Ações da Yum caem após notícia de que autoridades de saúde dos EUA investigam Taco Bell por surto de ciclosporíase

Reuters
Ações da Yum caem após notícia de que autoridades de saúde dos EUA investigam Taco Bell por surto de ciclosporíase
Ações da Yum caem após notícia de que autoridades de saúde dos EUA investigam Taco Bell por surto de ciclosporíase

14 Jul (Reuters) - As ações da Yum Brands caíram quase 3% nesta terça-feira, depois que o Washington Post noticiou que autoridades sanitárias federais e estaduais estavam investigando se a alface servida no Taco Bell poderia estar associada a um surto de ciclosporíase, uma doença intestinal.

Os casos da doença, que causa diarreia, náusea e outros sintomas gastrointestinais, têm aumentado constantemente nos últimos meses em todo o país. Trinta e quatro Estados relataram casos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

“As autoridades de saúde pública não confirmaram uma ligação com a Taco Bell ou com qualquer ingrediente, fornecedor, restaurante ou varejista específico”, afirmou a Taco Bell, acrescentando que retirou voluntária e temporariamente alguns ingredientes em restaurantes selecionados como medida de precaução.

A rede afirmou que continuará monitorando de perto a situação e seguindo as orientações das autoridades de saúde pública.

No Brooklyn, várias grandes redes de supermercados e fast-food, incluindo a Taco Bell, não haviam afixado avisos nem retirado produtos das prateleiras na terça-feira, observou um repórter da Reuters.

A maioria das pessoas nas lojas e nas calçadas também não tinha ouvido falar do surto, embora a funcionária de escritório Dee Stephens -- que estava do lado de fora do Taco Bell na Bushwick Avenue -- tenha dito que planejava evitar a alface.

Surtos de doenças transmitidas por alimentos podem pesar fortemente sobre as ações de restaurantes. O McDonald’s foi alvo de escrutínio durante um surto de ciclosporíase relacionado a saladas em 2018, enquanto o Chipotle Mexican Grill enfrentou uma série de graves surtos de E. coli e norovírus em vários Estados dos EUA, o que prejudicou as vendas e o preço das ações da empresa.

“A percepção é tão importante quanto os fatos nas fases iniciais de uma investigação de segurança alimentar. Mesmo uma ligação não confirmada a uma doença transmitida por alimentos pode fazer com que os consumidores repensem onde vão comer”, disse Zak Stambor, analista da eMarketer.

“Mesmo que a rede seja, no fim das contas, inocentada, a investigação pode lançar uma sombra sobre a marca e pesar nas vendas no curto prazo”, acrescentou ele.

Os casos confirmados em laboratório relacionados ao recente surto de ciclosporíase subiram para 1.645, informou o CDC na terça-feira, um aumento de mais de 800 casos em relação à última atualização, há uma semana.

O surto atual nos EUA, que começou em 1º de maio, está concentrado em Michigan, embora Ohio e Nova York também tenham registrado um número elevado de casos.

As infecções em todo o país resultaram em 141 hospitalizações até 13 de julho, de acordo com a agência de saúde. Nenhuma morte foi registrada.

O CDC informou que também tem conhecimento de mais de 5.100 casos adicionais que exigem análise e confirmação mais aprofundadas.

A ciclosporíase pode ser contraída pelo consumo de alimentos -- geralmente frutas e vegetais crus -- ou água contaminada com fezes, de acordo com o CDC.

(Reportagem de Anuja Bharat Mistry, com contribuições de Sanskriti Shekhar, em Bengaluru, e Waylon Cunningham, em Nova York)

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