O Ceará registrou 750 focos de calor entre 1º de janeiro e 12 de agosto de 2026, o maior número entre os estados nordestinos no período, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Pernambuco aparece em seguida, com 411 ocorrências, seguido por Alagoas, com 200.
Completam o levantamento regional Rio Grande do Norte, com 183 focos, Paraíba, com 147, e Sergipe, com 131, todos abaixo da média de ocorrências do Nordeste no período analisado. Os dados fazem parte do monitoramento por satélite do Programa Queimadas do Inpe.
No comparativo nacional, o Brasil acumulou 29.618 focos de calor no mesmo intervalo, com Mato Grosso na liderança isolada, com 4.553 registros. O Nordeste, mesmo fora do arco de desmatamento amazônico, responde por parcela relevante das ocorrências do país.
A expectativa de órgãos estaduais é de agravamento do quadro entre agosto e outubro, com temperaturas acima da média e chuvas abaixo do esperado, condições que tendem a elevar o ressecamento da vegetação e o risco de propagação do fogo no interior cearense.




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