Marcelo Serrado passou o fim de semana em Belo Horizonte com o monólogo "Terapia", apresentado no sábado, 5 de setembro, e no domingo, 6, no Cine Theatro Brasil Vallourec. Com cerca de 70 minutos e classificação para maiores de 14 anos, o espetáculo tem texto assinado pelo próprio ator e por Guilherme Rocha, direção de Fernando Ceylão e mistura confissão, sátira e improviso, com interação direta com a plateia e até uma sessão de hipnose ao vivo.
A peça nasceu da experiência pessoal do ator com a síndrome do pânico, que começou em 2020. Em relato publicado em julho, Serrado descreveu uma das crises. "Senti o coração disparar. O quarto parecia menor a cada segundo, as paredes se aproximavam, o ar ficava pesado. Minhas mãos formigavam, a testa suava, o estômago se revirava em ondas de pavor. Eu sabia que estava seguro, mas o corpo gritava o contrário", contou.
O tema também o levou à televisão. No dia 1º de setembro, ele participou ao vivo do programa "Sem Censura", da TV Brasil, ao lado do psicólogo Marcos Lacerda e da escritora Júlia Jalbut, em edição dedicada à saúde mental e à campanha do Setembro Amarelo. Na conversa com Cissa Guimarães, o ator falou também sobre a dislexia e relembrou um episódio ao vivo em que trocou o nome do apresentador Fausto Silva. "Chamei o cara de Gugu", disse.
O projeto ganhou ainda outros dois formatos. O documentário "Fora do Roteiro", dirigido por Edu Felistoque, tem estreia marcada para 18 de setembro na plataforma Aquarius, e um livro homônimo sai pela editora Sextante. Nos dois casos, o relato pessoal se soma à participação de especialistas em prevenção, diagnóstico e tratamento. Com mais de 50 produções entre novelas, filmes, séries e peças na carreira, o ator passou a dar palestras sobre o assunto.



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