Harvey Weinstein, 74, foi condenado nesta terça-feira a 15 anos de prisão em Nova York por crime sexual cometido contra Miriam Haley, ex-assistente do programa Project Runway.
A nova pena considera o período que o ex-produtor já passou detido desde 2020. Weinstein está preso desde sua primeira condenação no estado.
Haley relatou que conheceu Weinstein em 2004 e teve novo contato com ele dois anos depois, quando recebeu uma proposta profissional. Segundo ela, o ex-produtor a levou para seu apartamento em Manhattan, onde a obrigou a praticar sexo oral e a segurou contra a cama enquanto ela tentava escapar.
Durante a audiência desta terça, Weinstein reconheceu que cometeu erros, mas voltou a afirmar que não é culpado pelo crime. “Eu não sou uma pessoa perfeita. Mas sou uma pessoa que cometeu erros”, disse.
A defesa havia pedido nove anos de prisão e argumentado que a saúde do ex-produtor é delicada já que ele enfrenta leucemia mieloide crônica e doença arterial coronariana, além de sucessivas hospitalizações. Enquanto a promotoria queria uma pena de 20 anos afirmando que Weinstein não demonstrou arrependimento.
Ao pedir clemência, o ex-produtor afirmou que quer sair da prisão e ajudar outros detentos quando estiver livre. “Eu quero viver fora dessas paredes. Eu não sou um homem violento. Eu peço misericórdia”, declarou.
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