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De virada, Brasil vence os Estados Unidos e quebra tabu histórico no futebol feminino

Em uma tarde histórica para o futebol feminino nacional, a Seleção Brasileira venceu os Estados Unidos por 2 a 1, de virada, neste sábado (6), na Neo Química Arena. Diante de mais de 31 mil torcedores, a equipe comandada por Arthur Elias superou a força da seleção mais tradicional do mundo — dona de quatro títulos mundiais e cinco ouros olímpicos — no primeiro de dois amistosos programados em solo brasileiro.

O resultado expressivo marca apenas a quinta vitória do Brasil sobre as norte-americanas em 44 jogos na história, mas consolida um momento de ascensão: é o segundo triunfo consecutivo contra as rivais, repetindo o placar de 2 a 1 conquistado em abril do ano passado, na Califórnia.

Início eletrizante e virada relâmpago

O confronto começou em ritmo frenético. Com apenas um minuto de jogo, a pressão norte-americana surtiu efeito. Após desarmar a defesa brasileira, a transição rápida encontrou a atacante Sophie Wilson, que bateu rasteiro no canto da goleira Lelê para abrir o placar.

Sem se abater, o Brasil reagiu rapidamente sob o comando ofensivo de Bia Zaneratto e Dudinha. O empate veio aos 10 minutos, quando Isabela cruzou pela direita e Taina Maranhão , de cabeça, escorou com precisão para o fundo das redes.

Apenas três minutos depois, a Neo Química Arena explodiu com a virada. Após grande jogada coletiva, Dudinha serviu Bia Zaneratto dentro da área; a "Imperatriz" dominou com tranquilidade e finalizou com categoria para virar o marcador. Antes do intervalo, a goleira Lelê ainda operou duas defesas cruciais em sequência para segurar a vantagem.

Pressão, mudanças e festa na Arena

No segundo tempo, os Estados Unidos adiantaram as linhas e passaram a pressionar a saída de bola brasileira. A zagueira Isa Haas salvou o que seria o gol de empate em um desvio providencial aos 12 minutos.

Para oxigenar a equipe e manter a intensidade, Arthur Elias promoveu diversas alterações, promovendo as entradas de nomes como Ludmila e a goleira Lorena — esta última substituindo Lelê, que deixou o gramado sentindo dores.

Nos minutos finais, o jogo ganhou contornos dramáticos. O Brasil desperdiçou a chance de matar a partida com Gio Garbelini, cara a cara com a goleira Mandy McGlynn, enquanto as americanas isolaram a bola do empate nos acréscimos, na pequena área.

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