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Eleições 2026

Quem são os sete candidatos ao governo do Amazonas e o que declararam ao TSE

Disputa reúne o governador em exercício, um senador, um ex-prefeito de Manaus e nomes estreantes; registros vão até 15 de agosto

Encerradas as convenções partidárias, o Amazonas tem sete nomes confirmados na disputa pelo Palácio Rio Negro nas eleições de 2026. A lista reúne o governador em exercício, um senador que já comandou o Estado, um ex-prefeito de Manaus, uma empresária do setor educacional, um professor, uma liderança indígena e um ex-deputado federal de projeção nacional. Os partidos e federações têm até 15 de agosto, às 19h, para protocolar os registros na Justiça Eleitoral, e a propaganda eleitoral começa no dia 16.

Além do perfil de cada candidato, o eleitor pode acompanhar o patrimônio declarado por meio do DivulgaCandContas, sistema público do Tribunal Superior Eleitoral. Como o prazo de registro ainda está aberto, parte das declarações de 2026 ainda não havia sido divulgada até o fechamento desta reportagem. Nesses casos, a referência é a última declaração disponível em pleitos anteriores.

Roberto Cidade (União Brasil) — Atual governador do Amazonas, iniciou a carreira política em 2016, quando disputou uma vaga de vereador em Manaus sem se eleger. Foi eleito deputado estadual em 2018 e, em 2020, tornou-se o presidente mais jovem da Assembleia Legislativa. Reelegeu-se em 2022 com 105.510 votos, a maior votação da história do Estado para o cargo, e disputou a Prefeitura de Manaus em 2024, quando recebeu 187.566 votos. Em maio de 2026, foi eleito governador em eleição indireta pela Assembleia, após as renúncias de Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza. Tenta a reeleição com Serafim Corrêa (PSB) como vice, pela coligação União Pelo Amazonas, formada pela Federação União Progressista, Podemos e PSB. Registrou a chapa no TRE-AM em 7 de agosto, junto com um plano de governo de 44 compromissos; a declaração de bens de 2026 ainda não havia sido divulgada.

Omar Aziz (PSD) — Começou a vida pública no movimento estudantil de Manaus, na década de 1980. Foi vereador entre 1988 e 1992, deputado estadual mais votado em 1994 e vice-prefeito de Manaus a partir de 1996, além de secretário municipal de Obras. Elegeu-se governador do Amazonas em 2010, no primeiro turno, e senador em 2014, com reeleição em 2022. Ganhou projeção nacional ao presidir a CPI da Covid, em 2021. Disputa o governo pela coligação Força Amazonas (PSD, MDB e Republicanos), com a deputada estadual Alessandra Campelo como vice, e conta com o apoio do presidente Lula no Estado. Foi o primeiro a registrar candidatura e declarou ao TSE patrimônio de R$ 2.070.608,00, mais que o dobro dos R$ 990,1 mil informados em 2022. A declaração inclui R$ 993,6 mil em aplicações de renda fixa, outras duas aplicações financeiras e dois lotes de terra, avaliados em R$ 320 mil e R$ 670.133,39.

David Almeida (Avante) — Foi prefeito de Manaus entre janeiro de 2021 e março de 2026. Antes disso, construiu a carreira no Legislativo: perdeu a primeira disputa, para vereador, e chegou à Assembleia Legislativa em 2010, onde permaneceu até 2018, período em que presidiu a Casa e chegou a assumir interinamente o governo do Estado. Concorre com Shádia Fraxe como vice e tem o apoio da máquina municipal de Manaus. Declarou ao TSE, em 2026, patrimônio de R$ 1.432.848,40, ante R$ 1.277.906,77 informados em 2024, quando tentou a reeleição na capital. Segundo a série histórica do TSE, seus bens declarados cresceram cerca de 245% entre 2014 e 2024.

Maria do Carmo Seffair (PL) — Empresária e professora, tem trajetória ligada ao ensino superior no Amazonas. É formada em Ciências Contábeis e em Direito, com mestrado e doutorado na área jurídica, e atua como gestora de instituições de ensino, entre elas o grupo Fametro. Filiada ao PL, foi candidata a suplente de senador em 2022, na chapa de Arthur Virgílio Neto, e a vice-prefeita de Manaus em 2024, ao lado do deputado federal Capitão Alberto Neto, quando a chapa chegou ao segundo turno. É a primeira vez que disputa o governo. Tem o coronel do Corpo de Bombeiros Aníbal Gomes como vice, e o PL decidiu concorrer sem coligação. Em 2024, declarou à Justiça Eleitoral R$ 90.216.572,93 em bens, o maior patrimônio entre os candidatos majoritários de Manaus naquele ano, incluindo um apartamento financiado em Miami. Em 2022, o valor declarado havia sido de R$ 14,7 milhões.

Gilberto Vasconcelos (PSTU) — Professor da rede municipal de ensino e formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas, é dirigente estadual do PSTU e integra a coordenação da CSP-Conlutas no Estado. Esta é a primeira vez que disputa o governo. Em 2024, foi candidato a prefeito de Manaus e obteve 1.064 votos. Naquele pleito, declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens.

Isael Munduruku (Federação Rede/PSOL) — Liderança indígena e um dos fundadores do Parque das Tribos, a maior comunidade urbana indígena do país. É advogado, especialista em Direito Civil e Processo Civil, e ex-presidente da Comissão de Direitos dos Povos Indígenas da OAB-AM. Esta é a segunda vez que concorre a um cargo eletivo: em 2010, disputou uma vaga de deputado estadual pelo PCdoB. Sua declaração de bens ainda não havia sido divulgada pelo TSE até o fechamento desta reportagem.

Cabo Daciolo (Mobiliza) — Bombeiro militar e pastor evangélico, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2014 e disputou a Presidência da República em 2018, quando ficou em quinto lugar com mais de um milhão de votos. Teve o nome homologado pelo Mobiliza no último dia do calendário de convenções, com Igor Bezerra como candidato a vice. É a primeira vez que concorre ao governo do Amazonas. A declaração de bens referente a 2026 ainda não havia sido divulgada.

A declaração de patrimônio é obrigatória para todos os candidatos e serve como instrumento de transparência: permite ao eleitor comparar a evolução dos bens de quem já ocupa cargos públicos entre uma eleição e outra. Os valores são preenchidos pelos próprios candidatos e ficam disponíveis para consulta pública no portal do TSE.

Para esta eleição, o teto de gastos de campanha ao governo do Amazonas é de R$ 7.113.929,04 no primeiro turno, com mais R$ 3.556.964,52 caso haja segundo turno. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os amazonenses escolhem presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. Um eventual segundo turno ocorre em 25 de outubro.

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