Em convenção realizada em São Paulo neste domingo (2), o Partido dos Trabalhadores confirmou o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o quarto mandato. A chapa será novamente composta por Geraldo Alckmin (PSB) como vice, repetindo a aliança vitoriosa de 2022.
Com apoio de PSB, PDT, PSOL, Rede e das federações com PT, PV e PCdoB, Lula terá como principais adversários na corrida presidencial nomes como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Compromissos de campanha
Em discurso de mais de uma hora, o petista — que completa 80 anos em outubro — listou cinco prioridades para um eventual novo mandato:
Educação como projeto definitivo para o país;
Criação de um programa voltado para idosos;
Fortalecimento da indústria de defesa;
Soberania sobre as riquezas das terras raras;
Investimento em transição energética e novas tecnologias.
"Eu peço desculpas pelos erros que cometi, mas quero dizer que nosso governo entregou mais do que prometeu e vai entregar muito mais", afirmou Lula, que também prometeu "briga com emenda parlamentar" e criticou o modelo atual de distribuição de recursos.
Falas que marcaram
"Não quero mais ser o Lulinha paz e amor. Quero ser o Lulinha porreta."
"Nem chinês, nem americano, nem francês vão meter o dedo nas nossas terras raras."
"Quero estar preparado para que ninguém invada esse país para levar o presidente."
Situação judicial
Lula inicia a campanha em meio a investigações da PF sobre seu filho Fábio Luís (Lulinha), suspeito de favorecer lobistas. O presidente afirmou que o filho responderá como qualquer cidadão e não terá privilégios.
As convenções vão até 5 de agosto. O registro de candidaturas deve ser feito até o dia 15, e a campanha oficial começa em 16 de agosto.



