Início Eleições 2026 Justiça manda cumprir sentença que suspende direitos políticos de Garotinho por oito anos
Eleições 2026

Justiça manda cumprir sentença que suspende direitos políticos de Garotinho por oito anos

Decisão atinge diretamente a candidatura do ex-governador ao governo do Rio de Janeiro nas eleições deste ano

Justiça manda cumprir sentença que suspende direitos políticos de Garotinho por oito anos
Reprodução / Instagram

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o cumprimento da sentença que suspende por oito anos os direitos políticos do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), condenado em ação de improbidade administrativa. A medida cai como uma bomba sobre a disputa fluminense, já que o ex-governador teve a candidatura ao Palácio Guanabara oficializada pelo partido no fim de julho e agora depende da leitura que a Justiça Eleitoral fará dos efeitos da condenação sobre seu registro.

A determinação atende a um pedido apresentado pelo Ministério Público estadual na quinta-feira (6), na 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital. Na petição, a Promotoria sustentou que todos os recursos apresentados pela defesa aos tribunais superiores foram esgotados e que não havia mais nenhuma decisão segurando os efeitos da condenação. O entendimento se apoia em decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que rejeitou o último recurso e tornou a sentença definitiva.

Além da suspensão dos direitos políticos, a decisão prevê a inscrição do nome do ex-governador no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos oficiais pelo prazo de cinco anos. No campo financeiro, o ressarcimento aos cofres estaduais, originalmente fixado em R$ 234,4 milhões, chega hoje a cerca de R$ 2,55 bilhões com a correção dos valores, aos quais se somam aproximadamente R$ 778,9 mil em multa civil e R$ 11,9 milhões por danos morais coletivos. A cobrança é solidária, ou seja, dividida com os demais condenados no processo.

A condenação tem origem no programa Saúde em Movimento, tocado pela Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006. Ao julgar o caso em 2018, o Tribunal de Justiça concluiu que houve contratação irregular de uma fundação e desvio de recursos públicos, responsabilizando o ex-governador por viabilizar a substituição do contrato que abriu caminho para as irregularidades. A defesa afirma que a condenação está prescrita desde junho e que a execução não teria amparo jurídico, e sustenta que a discussão sobre elegibilidade cabe à Justiça Eleitoral. A mesma sentença já havia sido usada em 2024 para barrar o registro de Garotinho como candidato a vereador do Rio, com base na Lei da Ficha Limpa.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.