As ações da XP recuperaram uma fração da queda da véspera e as da Nu Holding prolongaram perdas em Wall Street, em meio à reprecificação de ativos ligados ao Brasil após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As ações da Nu Holding cederam 1,5%, a US$ 12,40, após despencarem 17% na segunda-feira em meio à reação à vitória do petista sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial no domingo.
Para o Citi, pesa sobre o Nubank a avaliação de que juros elevados e o custo de capital maior reduzem a atratividade relativa de um negócio orientado para o crescimento futuro. "Além disso, esperamos que 2027 seja um ano desafiador para a qualidade dos ativos no Brasil, o que deve impactar o seu crescimento", ressalta o Citi, que fixa preço-alvo de US$ 14,50, com recomendação de compra.
A XP subiu 1,6%, a US$ 15,96, depois de um tombo de 48% ontem.
ADRs de empresas brasileiras igualmente negociadas em Wall Street, tiveram desempenhos mistos. A Cyrela caiu 3,9%, após derretimento de quase 46% na véspera e a Equatorial Energia perdeu 10,5%, dando continuidade ao recuo de 23% da segunda-feira. A ADR da Localiza, que recuou perto de 43% ontem, pegou outra descida de 4,61% em seus preços hoje.
Entre as ADRs do setor bancário, as do Banco do Brasil perderam 2,05, na sequência do tombo de 32,4%. ADRs do Itaú recuaram 0,4% e as do Bradesco perderam 0,7%, após quedas de cerca de 20% e 28%, respectivamente, na segunda-feira.
Os ADRs da Petrobras também seguiram pressionados, com baixa de 0,7% na PBRA e 0,9% na PBRN. O enfraquecimento do Brent no mercado internacional, em meio a possíveis avanços diplomáticos entre os EUA e o Irã, também pesou nos ativos da petrolífera.
Entre as ADRs em altas apareceram a Minerva (+5,7%), Weg (+9,8%), a Cemig (1,05%) e Sabesp (0,4%).
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