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UE adia plano “Fabricado na Europa” após divergências sobre abrangência

Reuters
UE adia plano “Fabricado na Europa” após divergências sobre abrangência
UE adia plano “Fabricado na Europa” após divergências sobre abrangência

BRUXELAS, 23 Fev (Reuters) - A Comissão Europeia anunciou na segunda-feira que adiou por uma semana o anúncio de uma política para dar prioridade a peças e produtos industriais fabricados na Europa, devido a divergências sobre a abrangência geográfica do programa.

As medidas -- que devem estabelecer limites mínimos para peças fabricadas localmente em projetos que utilizam fundos públicos em setores estratégicos, incluindo baterias, energia solar e eólica e energia nuclear -- estavam programadas para serem anunciadas na quinta-feira.

“Após discussão... a apresentação da IAA está agora prevista para 4 de março”, disse um porta-voz do gabinete do vice-presidente executivo da Comissão, Stéphane Séjourné, referindo-se às políticas que serão elaboradas ao abrigo da nova Lei do Acelerador Industrial.

Governos, incluindo o da França, têm defendido a ideia de regulamentações “Fabricado na Europa”, argumentando que as indústrias europeias precisam de proteção diante das importações mais baratas de mercados com regulamentações ambientais e outras menos rígidas.

Mas outros países, incluindo Suécia e República Tcheca, alertam que os requisitos de “compra local” podem dissuadir investimentos, aumentar preços em licitações governamentais e prejudicar a competitividade da UE globalmente.

Fabricantes de automóveis e outras indústrias pediram que as proteções fossem estendidas além dos países da UE e da EFTA (Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein) para incluir outros territórios em suas cadeias de abastecimento, incluindo Reino Unido e Turquia.

A IAA faz parte do Acordo Industrial Limpo da Comissão, adotado em fevereiro do ano passado para impulsionar a competitividade global do bloco, particularmente com os rivais dos EUA e da China.

“Esperamos que esta semana adicional de discussões internas permita tornar a proposta ainda mais sólida”, afirmou o porta-voz da Comissão.

(Alexander Chituc e Julia Payne)

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