As taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) operam em baixa, acompanhando o movimento do exterior, após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmar que pretende ao menos dobrar as operações de recompra de títulos de dívida de longo prazo (10 a 30 anos). O anúncio sinalizou baixa tolerância do governo norte-americano ao nível elevado dos juros no país que estão nos maiores patamares em mais de uma década na ponta longa da curva e repercutiu negativamente sobre as taxas globais.
Os investidores, no entanto, seguem aguardando a divulgação da ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), às 15 horas (de Brasília), e monitorando a tensão no Oriente Médio, que ganhou novos contornos desde o fechamento do pregão de ontem.
O petróleo sobe pela quarta sessão seguida e opera acima de US$ 91 por barril, diante do temor de interrupções na oferta da commodity.
Os Emirados Árabes suspenderam o comércio e as transações financeiras com o Irã. Além disso, Israel confirmou ataques aéreos a um aeroporto na Síria, alegando risco ligado à movimentação de forças turcas, e o Irã voltou a advertir países da região a não facilitarem ações militares dos EUA.
O conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre a oferta de combustíveis têm sido um dos fatores que impulsionam as taxas de juros globalmente, ao elevar as expectativas de pressão inflacionária futura.
Por volta das 11h20, a taxa do DI para janeiro de 2027 caía a 13,725%, de 13,749% no ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2029 recuava a 14,185%, de 14,336%. A taxa para janeiro de 2031 caía a 14,490%, de 14,643%.



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