O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano na reunião realizada nesta semana, encerrando o ciclo recente de ajustes na taxa básica de juros do país. A autoridade monetária justificou a pausa citando um aumento significativo das incertezas no cenário econômico, tanto interno quanto externo. Como a Selic é a referência para praticamente todo o crédito oferecido no Brasil, mantê-la nesse nível significa que financiamentos, parcelamentos no cartão e empréstimos bancários continuam entre os mais caros dos últimos anos para quem mora em Manaus e no interior do Amazonas.
No mesmo dia, o dólar fechou em queda, cotado a R$ 5,45, em um movimento de alívio ligado ao resultado das eleições nos Estados Unidos. Apesar da trégua, o real avançou menos que outras moedas de países emergentes, sinal de que a melhora ainda é parcial. Para o consumidor amazonense, essa cotação pesa diretamente no preço de produtos importados e de itens fabricados com componentes trazidos de fora, caso de boa parte dos eletrônicos e eletrodomésticos montados na Zona Franca de Manaus, cuja cadeia produtiva depende de insumos cotados em moeda estrangeira.
Na prática, quem planeja comprar um celular, uma televisão ou qualquer equipamento com peças importadas deve contar com preços ainda pressionados, assim como quem programa uma viagem internacional sentirá o câmbio no bolso ao trocar reais por dólares. Já no crédito, as taxas de juros do cartão, do cheque especial e dos financiamentos de veículos e imóveis seguem em patamares elevados, o que reforça a recomendação de evitar o rotativo e buscar linhas mais baratas, como o crédito consignado, para quem precisa de dinheiro no curto prazo.
O cenário também preocupa o comércio e a indústria. Entidades como a CNI e a Firjan avaliaram a manutenção da Selic como um fator que deve pressionar ainda mais a produção industrial e os investimentos no próximo ano, o que pode refletir em menos vagas e menor dinamismo econômico também na região Norte. Para o consumidor de Manaus, a orientação de economistas é manter o orçamento apertado, priorizar o pagamento de dívidas já contraídas e evitar nova rotativa no cartão enquanto os juros do país permanecerem nesse nível.
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