O Banco Central reduziu a Selic pela quinta vez seguida nesta semana, para 13,75% ao ano, enquanto o dólar seguiu negociado perto de R$ 5,15, pressionado pela alta de juros nos Estados Unidos. A combinação reacende o debate sobre crédito e câmbio justamente na reta final do ano, período de maior consumo em Manaus.
Para quem mora no Amazonas, a moeda americana mais cara pesa direto no preço de produtos vindos de fora, especialmente itens da Zona Franca de Manaus que dependem de insumos importados, eletrônicos, passagens aéreas internacionais e pacotes de viagem. Já o corte da Selic tende a baratear aos poucos empréstimos, financiamentos e parcelamentos no cartão, embora o efeito nos juros bancários costume demorar semanas para chegar às prateleiras e às faturas.
Do lado positivo, a inflação medida pelo IPCA desacelerou e acumula 4,22% em 12 meses até agosto, ante 4,44% no mês anterior — um alívio para a cesta básica e as contas do dia a dia, que ajuda a compensar parte da pressão do câmbio mais alto. Combustível e energia elétrica, que têm componente importado na formação de preço, continuam sensíveis a qualquer nova oscilação do dólar e do petróleo no mercado internacional.
Para quem planeja viagens ao exterior ou compras internacionais nos próximos meses, a orientação é ficar de olho nas cotações antes de fechar negócio, já que o mercado agora aguarda a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para novembro, para saber se o ciclo de corte de juros vai continuar.
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