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Preços ao consumidor dos EUA aumentam como esperado em fevereiro

Preços ao consumidor dos EUA aumentam como esperado em fevereiro
Preços ao consumidor dos EUA aumentam como esperado em fevereiro

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 11 Mar (Reuters) - Os preços ao consumidor dos Estados Unidos aceleraram em fevereiro com o aumento do custo da gasolina em antecipação à escalada da guerra no Oriente Médio e, com o conflito elevando os preços do petróleo, espera-se novo aumento da inflação em março.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,3% no mês passado, depois de ter avançado 0,2% em janeiro, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,3%.

Os preços da gasolina na bomba aumentaram mais de 18%, chegando a US$3,54 por galão, desde que a guerra dos EUA e Israel contra o Irã começou no final de fevereiro, segundo dados do grupo de defesa dos motoristas AAA.

Os preços do petróleo subiram bem acima de US$100 por barril, antes de recuarem na terça-feira, depois que o presidente Donald Trump declarou que a guerra poderia terminar em breve. O índice d preços também subiu em meio ao repasse contínuo, mas escalonado, das tarifas de Trump, que ele adotou de acordo com uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais e que, desde então, foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA.

Nos 12 meses até fevereiro, os preços ao consumidor avançaram 2,4%, repetindo a taxa de janeiro e refletindo a exclusão do cálculo as leituras elevadas do ano passado.

O Federal Reserve acompanha o índice PCE de preços para sua meta de inflação de 2%, e a expectativa é de que mantenha a taxa de juros na próxima semana.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, os preços ao consumidor subiram 0,2%, depois de terem avançado 0,3% em janeiro. O chamado núcleo da inflação foi contido por um declínio nos preços de veículos motorizados usados, bem como por aumentos menores nos aluguéis.

Nos 12 meses até fevereiro, o núcleo do índice aumentou 2,5%, mesma taxa de janeiro, refletindo também efeitos de base favoráveis.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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