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Plano Safra com juros de 1% a 6% exige esforço num País de juros nada civilizados, diz Durigan

Estadão

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 30, que conseguir lançar um Plano Safra para a agricultura familiar com taxas que vão de 1% a 6% ao ano representa um "esforço maior" em um país com uma taxa de juros "nada civilizada", como o Brasil.

"Para um País que tem uma taxa de juros que não é nada civilizada como a nossa, ter a oportunidade de apresentar um Plano Safra com taxa de 1% ao ano foi feito um esforço de governo maior para que a gente pudesse entregar essa qualidade de serviço", afirmou durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2026/27 da agricultura familiar.

Ele destacou ainda que as taxas de juros foram reduzidas em relação ao ciclo anterior. Afirma que grande parte das linhas de crédito teve redução de 8% para 6% ao ano, enquanto outras passaram de 7,5% para 5,5% ao ano. Para operações voltadas à produção orgânica, sistemas sustentáveis e produtos da sociobiodiversidade, os juros caíram de 2% para 1% ao ano.

Durigan afirmou que o governo acredita em um Estado que "deve fazer mais e melhor" e classificou o programa como um Plano Safra recorde, construído com responsabilidade fiscal e foco na melhoria dos serviços públicos. Segundo ele, a ampliação dos recursos destinados à agricultura familiar exige uma política econômica baseada na justiça social e tributária.

"O Estado que faz mais e melhor precisa discutir justiça tributária. Dar condição digna ao homem e à mulher do campo não é feito com mágica. É feito cobrando de quem tem capacidade econômica e de quem nunca pagou seu quinhão para distribuir renda e riqueza", disse.

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