Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira após informações de que o Irã entregou uma nova proposta de acordo ao Paquistão - mediador para negociações com os EUA - ontem. Uma nova rodada de conversas desperta otimismo dos investidores de que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em queda de 2,98% (US$ 3,13), a US$ 101,94 o barril. Já o Brent para julho fechou em baixa de 2,02% (US$ 2,23), a US$ 108,17 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana, porém, ambos acumularam ganhos de 7,99% e 9,12%, respectivamente.
Uma fonte iraniana disse à CNN que Teerã pode ver as negociações serem retomadas se os EUA suspenderem o bloqueio aos portos iranianos e o Irã reabrir completamente o Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país persa, Esmaeil Baqaei, enfatizou que encerrar a guerra e estabelecer uma paz sustentável continuam sendo as principais prioridades nas negociações.
O presidente americano, Donald Trump, contudo, disse nesta tarde não estar satisfeito com o Irã, após conversas por telefone com a liderança persa e recentes negociações bilaterais. Washington tenta reinserir a questão nuclear no texto da proposta de paz, principal ponto de atrito com o lado iraniano, diz a Axios . Para Samer Hasn, do XS.com, Trump deve priorizar a erradicação do programa nuclear de Teerã em detrimento da reabertura total do estreito, já que os EUA são um exportador de energia.
Em abril, o Brent terminou o mês acima de US$ 110 o barril, após ter tocado na quinta-feira seu nível mais alto desde 2022. "O petróleo teve um desempenho em forma de 'U', terminando não muito longe de onde começou, mas com o Brent subindo mais de 25% em relação às mínimas do meio do mês", pontua o Deutsche Bank.



