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Petróleo fecha em alta com tensões no Oriente Médio apesar de relatos de negociações

O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 30, em meio à continuidade das tensões na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, apesar dos relatos de que há negociações em andamento para um acordo que encerre o conflito.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 3,25% (US$ 3,24), a US$ 102,88 o barril. Já o Brent para junho avançou 1,96% (US$ 2,07), a US$ 107,39 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O petróleo abriu a sessão em alta depois da entrada da milícia Houthi no confronto no final de semana, marcando mais uma escalada do conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou nesta segunda suas ameaças de destruir a infraestrutura energética e usinas de dessalinização caso Teerã se recuse a negociar. Enquanto isso, há relatos da chegada de mais militares dos EUA para uma possível invasão terrestre.

Segundo o The New York Times , o chefe da Casa Branca confirmou que está em tratativas com o presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, classificou as propostas dos EUA para uma trégua como "irrealistas, ilógicas e excessivas", segundo a Reuters .

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, avalia que rotas alternativas ao Estreito de Ormuz e um número limitado de embarques adicionais parecem estar aumentando em resposta a sinais diplomáticos, mas alerta que o congestionamento ainda é visível e uma normalização completa está longe de ser garantida.

O choque na oferta da commodity tem gerado temores de desabastecimento e feito alguns países adotarem medidas para limitar a alta nos custos de energia. Nesta segunda-feira, a Austrália anunciou a redução pela metade dos impostos que incidem sobre a gasolina e o diesel, além de modificar outros tributos.

Segundo a Bloomberg , a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama levantou a possibilidade de intervir no mercado de contratos futuros de petróleo numa reunião do G7.

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