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Petróleo cai mais de 12% na semana com cessar-fogo EUA-Irã mesmo diante de fragilidades

Estadão

O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 10, aprofundando a baixa semanal, com as negociações entre Estados Unidos e Irã previstas para ocorrer no sábado, 11. A commodity operou volátil no pregão, em meio às persistentes tensões no Estreito de Ormuz, que permanece em grande parte fechado apesar do acordo de cessar-fogo firmado há três dias.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 1,33% (US$ 1,30), a US$ 96,57 o barril.

Já o Brent para junho cedeu 0,75% (US$ 0,72), a US$ 95,20 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Na semana, o WTI recuou 13,4% e o Brent cedeu 12,7%.

O petróleo WTI chegou a tocar os US$ 100 por barril ao longo do pregão, em meio a crescentes sinais de fragilidade na trégua entre os países envolvidos no conflito no Oriente Médio.

Um dos pontos do impasse, Líbano e Israel farão uma ligação com participação dos Estados Unidos nesta sexta, após informações conflitantes sobre a extensão do cessar-fogo ao Hezbollah no sul do território libanês.

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã trocaram ameaças, elevando o risco de deterioração das negociações bilaterais previstas para o sábado, no Paquistão.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou hoje que um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos ativos bloqueados do Irã devem ser cumpridos antes do início das conversas. Já o vice-presidente americano, JD Vance, que irá liderar o lado americano nas conversas, alertou que Teerã não deve "brincar" com os EUA.

Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha adotado inicialmente um tom otimista sobre a resolução do conflito, ele voltou a ameaçar Teerã e disse que a "única razão para a liderança iraniana estar viva é para negociar". Na véspera, o republicano já havia criticado o Irã em relação à cobrança de taxas para a travessia de petroleiros no Estreito de Ormuz.

Para analistas do ING, mesmo que o trânsito pelo Estreito de Ormuz seja retomado, a normalização da oferta de energia não deve ser imediata. "A produção já foi reduzida em campos de petróleo e gás, enquanto operações de refinarias foram limitadas ou temporariamente interrompidas, indicando que parte das interrupções no fornecimento pode levar semanas, ou mais, para ser totalmente revertida", explicam.

A alta nos preços do petróleo segue pressionando os custos de energia. Nos Estados Unidos, o salto foi 10,9% em março ante fevereiro, puxado pelo aumento de 21,2% da gasolina. Já no Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou que fará uma nova liberação de reservas estratégicas de petróleo, equivalente a cerca de 20 dias de consumo, a partir do início de maio.

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