O conselho de administração da Petrobras autorizou o encaminhamento à Assembleia Geral Ordinária (AGO), prevista para 16 de abril de 2026, da proposta de distribuição de remuneração aos acionistas no montante de R$ 8,1 bilhões relativa ao quarto trimestre de 2025.
Caso haja aprovação da proposta pela AGO, considerando os proventos já antecipados pela companhia, atualizados pela taxa Selic até 31 de dezembro de 2025, a remuneração relativa ao exercício social de 2025 totalizará R$ 41,2 bilhões.
O valor a ser pago será o de R$ 0,62622908 por ação ordinária e preferencial. Os proventos serão pagos em duas parcelas nos meses de maio e junho de 2026. A primeira parcela, no valor de R$ 0,31311454 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de maio de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio. A segunda parcela, no valor de R$ 0,31311454 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 22 de junho de 2026, também sob a forma de juros sobre capital próprio.
Para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3, a data de corte será dia 22 de abril de 2026. As ações da Petrobras serão negociadas "ex-direitos" a partir de 23 de abril de 2026.
Para os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date será em 24 de abril de 2026 e os pagamentos da primeira e da segunda parcela serão feitos, respectivamente, a partir de 28 de maio de 2026 e de 29 de junho de 2026.
A companhia afirma que a correção pela taxa SELIC sobre as antecipações de dividendos e JCP relativas ao exercício social de 2025, no valor de R$ 0,6 bilhão, foi descontada do total da remuneração aos acionistas.
"A distribuição proposta está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas vigente, a qual prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor, observadas as demais condições da Política, a Petrobras deverá distribuir aos seus acionistas 45% do fluxo de caixa livre. Esta distribuição é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia", afirma a empresa em comunicado.
A Petrobras afirma ainda que os valores serão devidamente atualizados pela variação da taxa Selic de 31 de dezembro de 2025 até a data de cada um dos pagamentos e que sobre essa atualização monetária incidirá imposto de renda, conforme legislação vigente.

