Cerca de 525 mil crianças e adolescentes exerciam atividades consideradas como as piores formas de trabalho infantil em 2025. É o menor contingente da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2016.
As atividades estão descritas na Lista TIP, do governo federal, e envolvem risco de acidentes ou são prejudiciais à saúde. A lista inclui trabalho na construção civil, em matadouros, comércio ambulante em locais públicos, coleta de lixo, entre outras.
Ao considerar o total de 37,8 milhões de pessoas nessa faixa etária, 1,4% realizava trabalho infantil classificado na Lista TIP em 2025, porcentual próximo ao registrado em 2024 (1,5%). No entanto, houve uma queda de 6,3% em relação ao total de 2024, quando 560 mil crianças e jovens de 5 a 17 anos estavam nessa condição no país.
A distribuição por faixas etárias revela uma concentração entre adolescentes mais velhos. O grupo de 16 e 17 anos concentra quase dois terços de todos os casos de risco do país, com 333 mil jovens, o que representa 63,4% do total de menores na Lista TIP.
Na faixa de 14 e 15 anos, são 127 mil adolescentes, o que corresponde a 24,2% dos enquadrados em situação de pior tipo de trabalho infantil. Entre 5 e 13 anos, são 65 mil crianças, representando 12,4% dos casos na Lista TIP.
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