Por Satoshi Sugiyama
TÓQUIO, 8 Set (Reuters) - A economia do Japão cresceu mais do que o estimado inicialmente no segundo trimestre em comparação com os três meses anteriores, impulsionada por gastos empresariais que se mostraram menos fracos do que indicava a estimativa preliminar, segundo dados revisados divulgados nesta terça-feira.
Os números divulgados pelo Escritório do Gabinete indicaram que a economia cresceu 1,4% em termos anualizados no segundo trimestre, em comparação com as estimativas iniciais de 1,1%. A previsão de economistas era de um crescimento de 1,6%.
Sem a anualização, o PIB cresceu 0,4%, em linha com a expectativa e acima da preliminar de alta de 0,3%.
“Considerando que o trimestre de abril a junho foi um período em que a situação no Oriente Médio poderia ter exercido pressão de baixa, o fato de o crescimento ter ficado em torno desse nível é notável”, disse Kento Minami, economista sênior da Daiwa Securities. “Não é de forma alguma uma situação em que precisemos nos preocupar com a economia... Isso significa que o Banco do Japão pode definitivamente seguir adiante com os aumentos da taxa de juros.”
Os gastos de capital caíram 0,9% no segundo trimestre, revisados para cima em relação à estimativa inicial de uma queda de 1,2%, mas com um declínio ligeiramente mais acentuado do que a previsão dos economistas, de 0,8%.
O consumo privado, que representa mais da metade da economia japonesa, permaneceu estável, em linha com os dados iniciais.
A demanda externa, ou seja, as exportações menos as importações, contribuiu com 0,5 ponto percentual para o crescimento do PIB, sem alterações em relação aos dados preliminares. A demanda interna reduziu o crescimento em 0,1 ponto percentual, um resultado melhor do que o impacto negativo de 0,2% previsto na estimativa inicial.
Os mercados consideram que um aumento da taxa de juros pelo Banco do Japão em setembro é um fato consumado, mas os investidores estão atentos para avaliar o impacto do conflito no Oriente Médio e dos aumentos anteriores da taxa de juros pelo Banco do Japão sobre a economia japonesa.



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