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Ibovespa recua com fracasso de negociações EUA-Irã

Reuters
Ibovespa recua com fracasso de negociações EUA-Irã
Ibovespa recua com fracasso de negociações EUA-Irã

Por Paula Laier

SÃO PAULO, 13 Abr (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta segunda-feira, após renovar máximas na semana passada, com as atenções voltadas para o fracasso nas negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana e novas ameaças do presidente Donald Trump envolvendo o Estreito de Ormuz, o que fazia o preço do petróleo disparar no mercado internacional.

Por volta de 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,29%, a 196.747,06 pontos, com o avanço de Petrobras atuando como um contrapeso relevante. O volume financeiro somava R$7,47 bilhões.

O Ibovespa vinha de nove pregões seguidos fechando com sinal positivo, sendo que na última sexta-feira encerrou acima dos 197 mil pontos nL6N40T16N pela primeira vez.

Autoridades dos EUA e do Irã não chegaram a um acordo em conversas do fim de semana em Islamabad, no Paquistão, que buscavam encontrar um caminho para encerrar uma guerra que começou no final de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.  

Na sequência, Trump disse que a Marinha dos EUA deve começar a bloquear nL1N40V060 o Estreito de Ormuz,  por onde passa normalmente um quinto do petróleo do mundo, colocando em risco um frágil cessar-fogo de duas semanas. O barril do petróleo sob o contrato Brent avançava 5,46%, a US$100,40.

Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, rondava a estabilidade.

De acordo com analistas do BB Investimentos, as expectativas em torno de um cessar-fogo seguido de negociações para o fim do conflito no Oriente Médio aqueceram os mercados e fizeram o Ibovespa renovar seu recorde histórico na semana passada.

"Esse desempenho desloca os próximos objetivos de alta do índice para regiões acima dos 200 mil pontos caso o Ibovespa consiga superar essa barreira", afirmaram em análise técnica semanal do índice enviada a clientes.

"No entanto, a volatilidade deve seguir acentuada, visto que as notícias mais recentes dão conta do fechamento do Estreito de Ormuz depois do insucesso para obtenção de um acordo para o fim do conflito. Nesse caso, o cenário de realização do Ibovespa prevê suportes em 194 mil pontos, em 192,6 mil pontos  -- topo de fevereiro -- e 190 mil pontos."

DESTAQUES

• PETROBRAS PN subia 1,14% e PETROBRAS ON avançava 1,33%, endossadas pela alta do petróleo, além de anúncio da estatal de nova descoberta nS0N40L000 de hidrocarbonetos em águas profundas no pré-sal da Bacia de Campos.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,52%, em pregão negativo no setor, dada a piora no apetite por risco global. Em prévia sobre os resultados do primeiro trimestre, analistas do UBS BB estimaram uma pequena contração do lucro do Itaú ante o último trimestre de 2025, em razão do pagamento de dividendos no final do ano passado.

• VALE ON mostrava elevação de 0,95%, apoiada no avanço dos futuros do minério de ferro nL6N40W0N4 na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian <DCIOcv1> https://amers2-apps.platform.refinitiv.com/web/apps/quotewebapi?RIC=DCIOcv1 subiu 1,26%.

• RUMO ON recuava 3,29%, entre os destaques, após dois ganhos semanais seguidos. COSAN ON, que detém mais de 20% das ações da Rumo, cedia 2,69%.

• BRASKEM PNA subia 2,98%, buscando o quinto pregão seguido de alta, com o movimento dos spreads petroquímicos também no radar.

• B3 ON caía 2,51%, em sessão de correção, após valorização robusta recente, com alta de 8% apenas nos últimos três pregões.

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(Por Paula Arend Laier, edição Alberto Alerigi Jr. e Fabrício de Castro)

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