BRASÍLIA, 24 Jul (Reuters) - O governo Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira que reduzirá de R$23,7 bilhões para R$17,9 bilhões o bloqueio nas verbas orçamentárias de ministérios para cumprir o limite de despesas do ano, diante de uma previsão menor de gastos obrigatórios com pessoal, previdência e benefícios sociais.
Em relatório bimestral de avaliação fiscal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento apontaram ainda que não será necessário fazer um contingenciamento -- mecanismo acionado quando o governo percebe que há risco de descumprimento da meta fiscal.
De acordo com o documento, a previsão é que o governo feche o ano com um déficit primário de R$52,0 bilhões, contra previsão de rombo de R$60,3 bilhões apontada em maio.
Esse saldo vai a um superávit de R$10,8 bilhões após abatimento de exceções previstas pelo governo no cálculo da meta para o resultado primário. Em maio, a projeção com as exceções indicava um saldo positivo de R$4,1 bilhões.
A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.
(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)



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