O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês) reduziu a projeção para o preço médio do petróleo Brent neste ano e no próximo, após a reabertura do fluxo pelo Estreito de Ormuz diante da assinatura pelo governo americano e Irã de um memorando de entendimento para encerrar o conflito.
No relatório mensal Short-Term Energy Outlook (Steo) divulgado nesta terça-feira, 7, o departamento projetou que o preço do Brent deve ficar em US$ 82 em 2026 e US$ 65 em 2027, apontando forte revisão em baixa dos prognósticos traçados em junho, que eram de US$ 95 por barril em 2026 e US$ 79 em 2027.
No documento, o órgão americano pondera que o aumento da produção de petróleo e o restabelecimento dos fluxos comerciais resultarão em uma redução da quantidade de petróleo retirada dos estoques nos próximos meses em comparação com as previsões anteriores.
"Esperamos que os estoques globais de petróleo recuem 2,2 milhões de barris por dia (b/d) no terceiro trimestre de 2026, em comparação com os mais de 7 milhões de b/d previstos em junho e os 5 milhões de b/d no segundo trimestre de 2026. No próximo ano, esperamos que o aumento da produção de petróleo faça com que o mercado retorne ao estado de excesso de oferta anterior ao conflito", apontou o DoE.
Do lado da produção mundial de petróleo, o DoE calcula um volume de 75,7 milhões de barris por dia em 2026, um aumento de 3,5% ante o prognóstico anterior de 73,2 milhões de barris. A projeção para 2027 foi elevada marginalmente, em 0,6%, de 80,9 milhões de barris projetados anteriormente para 81,4 milhões de barris.
A queda nos preços do petróleo bruto contribuirá para a redução dos preços da gasolina no varejo nos EUA no terceiro trimestre de 2026 em comparação com o segundo trimestre de 2026. O preço médio da gasolina no terceiro trimestre de 2026 será de US$ 3,80 por galão (gal), abaixo dos mais de US$ 4,20/gal registrados no segundo trimestre de 2026.
No curto prazo, o DoE espera que a queda nos preços da gasolina retrate o recuo do preço do petróleo bruto, parcialmente compensado pelo aumento das margens de atacado e varejo, uma vez que os baixos estoques de gasolina devem manter os spreads de refino elevados.
Com a recomposição dos estoques e o fim da temporada de demanda de verão, os spreads de refino devem se estreitar, levando os preços no varejo a uma queda para cerca de US$ 3,40/galão no quarto trimestre de 2026, calculou o DoE. O prognóstico para o preço médio anual da gasolina no varejo americano em 2027 deve cair para US$ 3,09/galão, 15,1% inferior ao valor de US$ 3,64 previsto anteriormente.



Aviso