O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse há pouco que o resultado de ontem do mercado financeiro se justifica pela mudança de posição dos agentes em relação às eleições e reafirmou que Tesouro Nacional e Banco Central buscam parâmetros de racionalidade para o setor, podendo haver nova recompra de títulos públicos hoje.
"A reação de ontem é uma reação mais de posição, dados os últimos dias das posições que o mercado adotou. A gente estava acompanhando muito de perto e não é de fundamento a reação de ontem, de posição, tanto que o dia de hoje está muito mais calmo do que o dia de ontem", disse Durigan. Segundo o ministro, o Tesouro e o Banco Central acompanharam as reações desde as primeiras horas e a recompra de títulos de cerca de R$ 10 bilhões teve como objetivo dar parâmetros para o mercado em queda.
"Hoje a gente pode sim ter nova recompra de títulos do Tesouro. Eu falei com o secretário do Tesouro hoje de manhã e disse para ele que eu autorizo na medida em que estejam colocadas as condições e as necessidades de fazer a intervenção", alertou o ministro da Fazenda. Essas declarações de Durigan hoje vêm em linha com falas dadas em entrevista ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) ontem.
Durigan ressaltou ainda nesta terça-feira que o governo não busca parâmetros de preços, mas sim parâmetros de racionalidade, para que o mercado financeiro forme posições fundamentadas para Ibovespa e câmbio.
"É natural que uma troca de posição cause esse desarranjo no mercado. Todo nosso diálogo ontem foi técnico, inclusive a interlocução com o mercado, para estabelecer parâmetros de racionalidade. Tanto que ficou num patamar mais alto, por exemplo, o câmbio. Mas já dentro de uma racionalidade de mercado", acrescentou Durigan.
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